BLOG - UMBANDA PARA O MUNDO

Blog voltado às informações e conceitos da Umbanda Blog criado para divulgação de tudo que diz respeito à Umbanda e aos umbandistas, crenças e cultos afins, no Brasil e no mundo.

INICIANTES





INICIANTES
Um iniciante, ou seja, qualquer pessoa que esteja começando a sentir a
aproximação de "suas entidades", normalmente se encontra numa fase de
espectativas, duvidas, incertezas, desconfianças, ansiedades, etc ... e por ai vai ... ou seja e em outras palavras, costuma estar num momento de certa fragilidade emocional e propensão a se deixar influenciar pelas opiniões de terceiros .....

E isso, quando não é bem trabalhado, ou melhor, tratado de forma Responsavel, pode gerar consequencias muio mais negativas do que positivas, mesmo que, as "intenções" sejam as melhores possiveis .....

Nomes, Rótulos, Tipos, Falanges, Cruzamentos de Vibrações, Origens de
Entidades, Histórias de Entidades, Classificações de "ser de frente", "
costas", "lado" etc., entre outros fatores..
São questões que em geral podem acabar levando o iniciante, muito mais a uma mistificação do que a algum conhecimento sobre as Entidades com que trabalha ou sobre sua própria sensibilidade ...

Sou partidário da opinião de que, devemos sempre ter muito cuidado e critério ao pretender abordar quaiquer aspectos que possam influenciar na condição de um individuo de interpretar suas proprias sensações .. e ai se incluem .. nomes de entidades tambem ... O fator sugestionamento é sempre algo com que devemos nos preocupar e tentar evitar, tanto pelo Respeito para com o proximo, quanto pelo responsabilidade diante da PRÓPRIA ESPIRITUALIDADE ...

Nem todo "cavalo" de Tranca-Ruas, é um filho de Ogum, assim como, nem todo
Filho de Ogum, terá um Tranca-Ruas como Guardião.

Nem todo "cavalo" de Seu Veludo, será um filho de Oxossi, (ou de Xangô). Nem todo Médium que "tenha um Caboclo de frente", terá um Oxossi na Coroa, Nem todo Médium que "tenha um Preto-Velho de frente", terá um Omulu na Coroa... e por ai vai ....

As interrelações entre a Coroa (enredo, combinação de Orixás, etc..) de um
médium, e as vibrações Originarias das Entidades que atravéz dele atuem, ou pior, Possam vir a atuar, são aspectos Muitoooo individualizados, e que
jamais podem ser tratados de forma "Estatistica" ou "tabeladas" (
codificadas )....

Isto, volto a repetir, mesmo quando feito com a melhor das intenções, pode
levar o iniciante a desconsiderar o que é, no meu entender, um fator
fundamental ...... o permitir que a propria entidade manifestada atravéz
dele, revele seus Nomes, Arquétipos, Ligações, Historias, Preferencias,
Estilos, etc....

E muito Grande o risco, de qq um passar a "montar um Personagem" com as
caracteristicas que "ouviu" de terceiros, ao invèz de "deixar fluir" sua
pópria sensibilidade, compromentendo assim, até mesmo sua condição de
alcançar um estado de Harmonização e Equilibrio Intimo para com as Vibrações que "recebe" .

Não é, e não deve ser função de um Sacerdote, ou de qualquer médium por mais "tarimbado" que seja, ser um revelador ou determinador sobre as Vibrações Espirituais, Entidades, etc...( tipo: È ou Vai ser assim, ou vai ser assado..) .
Devemos sim ser "orientadores" e "Facilitadores" , no sentido de AUXILIAR os demais (iniciantes, consulentes, etc ..) a um auto-reencontro e auto-re-equilibrio interior e lógico, para com a Espiritualidade ....

Algo de fato, sempre muito dificil e complexo ..... mas, sempre um objetivo do qual não devemos nos afastar, mesmo que "inadvertidamente" ...

texto extraido da internet

MÉDIUNS IRRESPONSÁVEIS






MÉDIUNS IRRESPONSÁVEIS
Associou-se indevidamente à pessoa portadora de mediunidade ostensiva a qualidade de Espírito elevado.

O desconhecimento do Espiritismo ou a informação superficial sobre a sua estrutura deu lugar a pessoas insensatas considerarem que, o fato de alguém ser possuidor de amplas faculdades medianímicas, caracteriza- se como um ser privilegiado, digno de encômios e projeção, ao mesmo tempo possuidor de um caráter diamantino, merecendo relevante consideração e destaque social.

Enganam-se aqueles que assim procedem, e agem perigosamente, porquanto, a mediunidade é faculdade orgânica, de que quase todos os indivíduos são portadores, variando de intensidade e de recursos que facultem o intercâmbio com os Espíritos, encarnados ou não.

Neutra, do ponto de vista moral, em si mesma, a mediunidade apresenta-se como oportunidade de serviço edificante, que enseja ao seu portador os meios de auto-iluminar- se, de crescer moral e intelectualmente, de ampliar os dons espirituais, sobretudo, preparando-se para enfrentar a consciência após a desencarnação.

Às vezes, Espíritos broncos e rudes apresentam admiráveis possibilidades mediúnicas, que não sabem ou não querem aproveitar devidamente, enquanto outros que se dedicam ao Bem, que estudam as técnicas da educação das faculdades psíquicas, não conseguem mais do que simples manifestações, fragmentárias, irregulares, quase decepcionantes.

Não se devem entristecer aqueles que gostariam de cooperar com a mediunidade ostensiva, porquanto a seara do amor possui campo livre para todos os tipos de serviço que se possa imaginar.

Ser médium da vida, ajudando, no lar e fora dele, exercitando as virtudes conhecidas, constitui forma elevada de contribuir para o progresso e desenvolvimento da Humanidade.

Através da palavra, oral e escrita, quantos socorros podem ser dispensados, educando-se as criaturas, orientando-as, levando-as à edificação pessoal, na condição de médium do esclarecimento? !

Contribuindo, nas atividades espirituais da Casa Espírita, pela oração e concentração durante as reuniões especializadas de doutrinação, qualquer um se torna médium de apoio.

Da mesma forma, através da aplicação dos passes, da fluidificação da água, brindando a bioenérgia, logra-se a posição de médium da saúde.

Na visita aos enfermos, mantendo diálogos confortadores, ouvindo-os com paciência e interesse, amplia-se o campo da mediunidade de esperança.

Mediante o dialogo com os aturdidos e perversos, de um ou do outro plano da vida, exerce-se a mediunidade fraternal da iluminação de consciência.

Neste mister, aguça-se a percepção espiritual e desenvolvem- se os pródromos das faculdades adormecidas, que se irão tornando mais lúcidas, a fim de serem usadas dignamente em futuros cometimentos das próximas reencarnações.

Ser médium é tornar-se instrumento; e, de alguma forma, como todos nos encontramos entre dois pontos distantes, eis-nos incursos na posição de intermediários.

Ter facilidade, porém, para sentir os Espíritos é compromisso que vai além da simples aptidão de contatá-los.

Desse modo, à semelhança da inteligência que se pode apresentar em indivíduos de péssimo caráter, que a usam egoística, perversamente, ou como a memória, que brota em criaturas desprovidas de lucidez intelectual, e perde-se, pela falta de uso, também a mediunidade não é sintoma de evolução espiritual.

Allan Kardec, que veio em nobre missão, Espírito evoluído que é, viveu sem apresentar qualquer faculdade mediúnica ostensiva, enquanto outros indivíduos do seu tempo, que exerceram a faculdade medianímica, por inferioridade moral, venderam os seus serviços, enxovalharam- na, criaram graves empecilhos à divulgação da Doutrina Espírita que, indevidamente, foi confundida com os maus exemplos desses médiuns inescrupulosos e irresponsáveis.

Certamente, o médium ostensivo, aquele que facilmente se comunica com os Espíritos, quando é dotado de sentimentos nobres e possui elevação, torna-se missionário do Bem nas tarefas a que vai convocado, ampliando os horizontes do pensamento para a imortalidade, para a vitória do ser libertado de todas as paixões primitivas.

Normalmente, e as exceções são subentendidas, os portadores de mediunidade ostensivas, porque se encontram em provações reparadoras, falham no desiderato, após o deslumbramento que provocam e a auto-fascinaçã o a que se entregam por invigilância e presunção.

Toda e qualquer expressão de mediunidade exige disciplina, educação, correspondente conduta moral e social do seu portador, a fim de facultar-lhe a sintonia com Espíritos Superiores, embora o convívio com os infelizes, que lhe cumpre socorrer.

O médium irresponsável, porém, não é apenas aquele que, ignorando os recursos de que se encontra investido, gera embaraços e perturbações, tombando nas malhas da própria pusilanimidade, mas também, aqueloutros que, esclarecidos da gravidade do compromisso, se permitem deslizes morais, veleidades típicas do caráter doentio, terminando vitimados pelas obsessões cruéis.

Todo aquele, portanto, que deseje entregar-se ao Bem, na seara dos médiuns, conscientize- se da responsabilidade que lhe diz respeito, e, educando a faculdade, torne-se apto para o ministério, servindo sempre e crescendo intimamente com os olhos postos no próprio e no futuro feliz da sociedade.

Autor: Manoel Philomeno de Miranda (espírito)
psicografia de Divaldo Franco

MISTIFICAR





Mistificar, termo muito usado no Espiritismo e que na Umbanda tem sido citado com freqüência. Seu significado tem a ver com abusar da credulidade, enganar, iludir,
ludibriar. Na conversação mediúnica, corriqueiramente, na mesa espírita
ou no terreiro, considera-se mistificador o médium que finge estar dando
passagem a um espírito, fala e passa mensagens que são próprias.


Porém o assunto é muito mais complexo. Há mistificadores encarnados e desencarnados. Também estará mistificando o espírito que usa o instrumento (médium) para comunicar falácias, mentiras, no intuito de
confundir e desequilibrar. E ocorre ainda, o animismo, que é temido e
perseguido, o médium conta histórias como se fosse um outro espírito,
mas na verdade fala de si, de encarnações do passado ao qual está
ligado. Pode mesmo rir , chorar e parecer que sofre, mas é a própria
alma se manifestando. È ruim isso? Não necessariamente, apenas será
problema se o médium ficar preso ao seu animismo e não consegue se
desapegar e liberar seu “espaço perispiritual” para a aproximação de
outros espíritos.


Vamos voltar a isso depois, mas há também a necessidade do bom senso, em relação àquelas pessoas que vêem, escutam e falam coisas, mas nesse caso são verdadeiros distúrbios de ordem mental( físico) e quer às vezes
deixam de ser medicados adequadamente por se pensar que o problema é
estritamente espiritual. E em contrapartida, muitos verdadeiros médiuns
foram internados por parentes , dados como loucos.


Recentemente foi publicado em estudo realizado pelo Núcleo de Pesquisa em Espiritualidade e Saúde da Universidade Federal de Juiz de Fora, comparando o comportamento de médiuns e de pessoas com transtornos
mentais, e chegaram a nove critérios utilizados para diferencia um do
outro. OS critérios encontrados nos médiuns e não nos transtornos
mentais seriam:


1) Ausência de sofrimento psicológico;
2) Ausências de prejuízos sociais e ocupacionais;
3) Duração certa da experiência
4) Atitude crítica (duvidas sobre a realidade objetivada vivência):
5) Compatibilidade com o grupo cultural ou religioso
6) Controle sobre a experiência, crescimento pessoal e atitude de
auxílio ao outro


Algumas coisas norteiam e dão certeza que não há mistificação, que é o cunho da comunicação fornecida pelos espíritos. Se sérias, elas serão coerentes, voltadas para melhorar a vida das pessoas, quer no âmbito
profissional ou familiar, conselhos e avisos sobre como progredir, mas
nunca promessas mirabolantes nem contradições ou mesmo promessas de
riquezas e atitudes que levem prejuízo a outrem. O tema sempre é
direcionado ao Bem, à Felicidade e Humildade, ou alerta sobre perigos,
conforto das dores. As palavras caracterizam-se pela simplicidade e
ausência de preconceitos, equilíbrio em todos os aspectos.


Estes espíritos, se confrontados , mantém-se firmes , se ouvem as palavras de Deus, Jesus, Maria, mantém-se confiantes, sem perturbação, mostrando que suas intenções são transparentes e benignas.

Trazemos ainda um estudo sobre as contradições das comunicações dos espíritos , confundidas às vezes com mistificação, retirado do Livro dos Médiuns capítulo XXVII:

“Passam-se no mundo dos Espíritos coisas bem difíceis de compreender.
Não tendes entre vós pessoas muito ignorantes sobre certos assuntos e
esclarecidas acerca de outros? Pessoas que tem mais juízo que instrução e
outras que tem mas espírito que juízo? Não sabeis também que alguns
espíritos se comprazem em conservar os homens na ignorância, aparentando
instruí-los, e que aproveitam da facilidade com que suas palavras são
acreditadas? Podem seduzir os que não descem ao fundo das coisas, mas
quando pelo raciocínio são levados à parede, não sustentam por muito
tempo o papel”.

È muito interessante como os espíritos que guiaram Kardec mostravam a
necessidade de muita reflexão e estudo, criticando aqueles que
criticavam o Espiritismo, pois consideravam que os seus críticos não o
conheciam suficientemente .

No mesmo capítulo citado anteriormente retiramos mais uns trechos:

“ Desejais tudo obter sem trabalho. Sabeis, pois, que não há campo onde
não cresçam as ervas, mas cuja extirpação cabe ao lavrador.
…Se os homens fossem perfeitos, só aceitariam o que é verdadeiro ( nota
minha: não haveria como enganá-los).
…O papel dos espíritos não consiste em vos informar sobre as coisas
desse mundo, mas em vos guiar com segurança no que vos possa ser útil
para o outro mundo. Quando vos falam do que a esse concerne, é que o
julgam necessário, porém não porque o peças. Se vedes nos espíritos os
substitutos dos adivinhos e dos feiticeiros, então é certo serem
enganados.”

Sobre o medo da mistificação, quer seja por espíritos encarnados ou
desencarnados,;

“Se isso (a mistificação )lhes abalasse a crença, é que não tinham
muito sólida a fé. Os que renunciam ao Espiritismo, por um simples
desapontamento, provaram não o haverem compreendido e não lhes terem
atentado na parte séria. Deus permite as mistificações, para
experimentar a perseverança dos verdadeiros adeptos e punir os que do
Espiritismo fazem objeto de divertimento”.

E o Espírito da Verdade termina com a seguinte nota:

“A astúcia dos espíritos mistificadores ultrapassa às vezes tudo o que
se possa imaginar. A arte, com que dispõe as suas baterias e combinam os
meios de persuadir, seria uma coisa curiosa, se eles nunca passassem
dos simples gracejos; porém, as mistificações podem ter conseqüências
desagradáveis para os que não se achem em guarda. Sentimo-nos felizes
por termos podido abrir a tempo os olhos a muitas pessoas que se
dignaram de pedir nosso parecer e que lhe havemos poupado ações
ridículas e comprometedoras. Entre os meios que esses espíritos
empregam, devem colocar-se na primeira linha, como sendo os mais
freqüentes, os que têm por fim tentar a cobiça, como a revelação de
pretendidos tesouros ocultos, o anúncio de herança ou outras fontes de
riquezas. Devem além disso, considerar-se suspeitas, logo à primeira
vista, as pressões com época determinada, assim, como todas as
indicações precisas, relativas a interesses materiais. Cumpre não se
dêem os passos prescritos ou aconselhados pelos espíritos, quando o fim
não seja eminentemente racional; que ninguém nunca se deixe deslumbrar
pelos nomes que os espíritos tomam para dar aparência de veracidade às
suas palavras; desconfiai das teorias e sistemas científicos ousados;
enfim, de tudo o que se afaste do objetivo moral das manifestações.

Alex de Oxóssi

Fontes :Livro dos médiuns-cap XXVII


(POVO DE ARUANDA)

ESPÍRITAS OU ESPIRITOLOS ?






ESPÍRITAS OU ESPIRITOLOS ?

RBU

Já faz algum tempo, uma antiga vizinha, sem papas na língua, me vendo sempre às voltas com atividades na Casa Espírita, um dia não resistiu e em meio a
uma conversa acabou “soltando” que eu era “muito carola!” Levando a
coisa na farra, tentei argumentar: – “Mas eu sou espírita e não
católico…” Ela aí não titubeou: “Então você é espiriteiro ! " “Ou
espiritolo, pensei eu !”

O pitoresco virou piada, mas trouxe à tona uma séria questão. Até onde nós, espíritas, estaremos descambando para o igrejismo e a
superficialidade?

Temos visto Grupos tão obcecados com assiduidade e pontualidade, tão cheios de regras, critérios, exigências, uns querendo transformar o Espiritismo
em religão, e uma intolerância tal, que mais parecem a velha e
inquisitorial igreja romana da idade média de passado escabroso.

Onde foi que perdemos o rumo da fraternidade? Que paramentos invisíveis ainda nos fazem oscilar entre a pseudo-superioridade dos sacerdotes e a
submissão dos beatos?

Em um dos costumeiros papos fraternos com minha amiga Brigitte Monfort, uma vez questionei: “Por que será que os espíritas se digladiam tanto por
cargos, até mesmo naqueles grupos minúsculos que ficam lá onde Judas
perdeu as botas?…” Bem-humorada, como sempre, ela me respondeu com uma
risadinha marota: “A briga é pelo poder sobre as almas,meu caro. Muitos
espíritas ainda se alimentam da autoridade clerical (que torturou muitos
irmãos por terem outra linha de pensamento) que tinham, quando nas
fileiras do catolicismo. O poder vicia.”

Para esse autoritarismo rançoso, o que não faltam são defesas equivocadas. Afinal, Emmanuel recomendou: “Disciplina, disciplina, disciplina.” Foi o
bastante para que instruções superiores, aplicadas a um contexto
específico, se tornassem o jargão justificador da inflexibilidade fria
que campeia em nosso meio e que vêm transformando nossas instituições –
destinadas a ser escolas do amor – em verdadeiros quartéis de controle e
enquadramento. E quantos exageros em nome da disciplina…

Certa vez, uma palestrante habitualmente pontual, chegou à nossa reunião pública em cima da hora. Estava mortificada. Por mais que tentássemos
deixá-la à vontade, repetia sem parar que “a espiritualidade tem horário
a cumprir.” Naquela noite o seu desempenho, obviamente, não foi dos
melhores, porém, é perfeitamente compreensível a reação da companheira.
Ocorre que, se os dirigentes espirituais levam em conta que estamos na
matéria, sujeitos a limitações e imprevistos comuns à vida terrena, os
dirigentes encarnados, em grande maioria, não o fazem. Numa afirmação de
poder, até mesmo inconsciente, sobretudo com relação aos médiuns,
insistem em generalizar, e saem por aí a prodigalizar suspensões ou
prescrições de inumeráveis passes e palestras doutrinárias, até que o
faltoso ou atrasadinho, supostamente reequilibrado, mas no fundo,
punido, possa então reconquistar a permissão de voltar às atividades…
Haja penitência!

Façamos o dever de casa. No Livro dos Médiuns, cap.XXIX, top. 333, ao tratar das reuniões espíritas, o codificador é muito claro: “Se bem que os
espíritos prefiram a regularidade, os verdadeiramente superiores não são
meticulosos a este ponto. A exigência de uma pontualidade rigorosa é um
sinal de inferioridade, como tudo o que é pueril.”

É preocupante, também, a falta de naturalidade com que as pessoas têm se comportado no ambiente espírita. Observa-se uma despersonalização e um
formalismo alarmantes, em lugar da camaradagem espontânea que deveria
existir entre irmãos, sem falar na falta de estudo da doutrina. Não
raro, rir e brincar inter-reuniões parece ser, implícita ou
explicitamente, proibido: “Quebra a vibração.” Cada vez mais, os
cumprimentos espontâneos e afetivos têm dado lugar a frases feitas,
piegas e que soam muito falso. Na fala, como na escrita, temos
substituído expressões carinhosas e simples do cotidiano por uma
linguagem impessoal, “santificada”, “igrejista” e obsoleta, incompatível
com os novos tempos. Ah, as palavras ensaiadas… Os gestos contidos…
Ladainhas do passado, ainda tão presentes, a nos distrair de nós mesmos…

Nas Casas Espíritas, dirigentes preocupados apenas em dirigir e coordenadores tão somente concentrados em coordenar, esquecem o
essencial: AMAR. Casas se agigantam e pessoas viram número, em ambientes
tão impecáveis quanto frios. Alguém notou a tristeza daquele
companheiro ou a ausência daquele outro? E o medo se abraçarem !
Ocupados em crescer, no quantitativo, ignoramos Kardec a recomendar
grupos pequenos e o alerta do próprio Chico, que já dizia: “Em Casa que
muito cresce o amor desaparece.”

Perdidos numa burocracia sem sentido, senhas e formulários vão aos poucos tomando o lugar do coração e transformando nossos atendimentos fraternos
em patética mistura de clínica psicológica e confessionário, onde o
indivíduo precisa seguir à risca as etapas cronometradas do tratamento
para obter “alta” ou “absolvição.” Assim, desorientados orientadores, em
tom grave e superior, seguem dando receitas iguais para problemas
diferentes. Alguém sofreu uma perda e busca notícias do ente querido
desencarnado? Que vá “baixar” noutro Centro, porque nos mais ortodoxos
ouvirá rispidamente que o telefone só toca “de lá pra cá” e fim. Quantas
vezes se ouve essa tolice (dos espiritolos) ! A alegação é que a
mediunidade não está a serviço de problemas “domésticos” e sim de coisas
mais sérias. Valei-me Chico Xavier! Quanta saudade da mediunidade a
serviço do amor, do consolo aos desesperados de toda a sorte…Dá pra
imaginar quão inferiores talvez trevosos são os espíritos que frequentam
essas casas !

Nas reuniões públicas, companheiros carrancudos às portas das cabines de passe chamam com voz cavernosa: “Os próximos!” E aquele que está indo
pela primeira vez fica a imaginar que ritual terrível deve acontecer
naquela salinha escura onde todos entram cabisbaixos, como bois para o
matadouro. Diretores severos, após comoventes preces, olham por baixo
dos óculos com olhar de censura para a mãe de alguma criança que chora,
ou pedem que se retire. Médiuns coreografados sincronizam movimentos
como se fossem clones uns dos outros. Qualquer semelhança com
farisaísmo, lamentavelmente, não será mera coincidência?

Na Evangelização, criança que chega atrasada volta; se falta muito é cortada, mesmo aquela que mais precisa da orientação e do pão. A mãe,
senhora simplória assistida pelo Grupo e que muitas vezes sequer tem o
dinheiro da passagem, ouve um duro sermão de alguém que ignora a sua
difícil realidade. Normas são normas. Quem negligenciar a freqüência dos
filhos não tem direito à cesta básica. O tom é incisivo. Muitos dirão
que é necessário usar estratégias para evangelizar “os nossos irmãos que
mais precisam”. Talvez tenham razão… Parece que só os espíritas já não
precisam mais do Evangelho…

Navegantes desatentos às ciladas da superfície, não percebemos o risco de naufrágio iminente. Parecemos surdos à conclamação do Espírito de
Verdade: “Espíritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento” E,
indiferentes à terna advertência de José, Espírito Protetor, a nos
lembrar que “a indulgência atrai, acalma, reergue, ao passo que o rigor
desencoraja, afasta e irrita.”, até quando continuaremos atraídos pelo
canto da sereia?

Há que se ter humildade para repensar nossas práticas doutrinárias, reconhecer equívocos, resgatar a doutrina simples e libertária de Jesus.
Há que se ter coragem para mudar, para substituir a frieza dogmática
que tem nos engessado pela convivência fraterna, calorosa e solidária
que nos identificará, de fato, como cristãos redivivos.

Espíritas ou “espiritolos ”… O que temos sido? O que realmente queremos ser? Cada um se perceba e se responda.

O VERDADEIRO TAREFEIRO DE UMBANDA






O VERDADEIRO TAREFEIRO DE UMBANDA

O verdadeiro tarefeiro de Umbanda renasce ao encontrar a sua Casa e ao
encontrá-la assume um compromisso com o Astral Superior de progresso para ambas as partes, pois se a Casa cresce é sinal que o tarefeiro compreendeu o convite da Umbanda...

Liberdade do "eu interior" que assumiu sua real identificação!

Muitas pessoas buscam os templos, terreiros ou tendas de Umbanda nos momentos que aparecem as dificuldades no caminho de cada uma delas.

Dentro desse grupo vamos encontrar alguns irmãos que da posição de
assistentes passarão para a de trabalhadores.

Mas o que vem a ser um verdadeiro tarefeiro de Umbanda?

O verdadeiro tarefeiro de Umbanda é aquele que dentro de si já
carrega o branco da Bandeira de Pai Oxalá muito antes de vestir-se com a
indumentária inerente a sua apresentação exterior!

O verdadeiro tarefeiro de Umbanda é aquele que não se envergonha da
Religião abraçada e nem se esconde quando lhe perguntam:
Qual a sua Religião?

O verdadeiro tarefeiro de Umbanda é aquele que muitas vezes será o
primeiro a chegar ao terreiro e o último a sair após o encerramento de uma
sessão!

O verdadeiro tarefeiro de Umbanda é aquele que se doa na prática da
caridade a fim de beneficiar ao próximo sem contar os minutos despendidos no atendimento, nem tampouco, a quantidade de vezes que atendeu ao mesmo
consulente.

Há pessoas que necessitam ouvir por muitas vezes as mesmas informações, para que depois elas saiam do campo do racional encontrando morada nos seus corações!

O verdadeiro tarefeiro de Umbanda é aquele que demonstra a sua
Religião através de seus atos!

O verdadeiro tarefeiro de Umbanda renasce ao encontrar a sua Casa e
ao encontrá-la assume um compromisso com o Astral Superior de progresso para ambas as partes, pois se a Casa cresce é sinal que o tarefeiro compreendeu o convite da Umbanda, e se colocou a disposição da mesma!

Hoje ainda encontramos no meio umbandista pessoas que tentam se
esconder de seus compromissos.

Até lá os negos véios nas suas tendas continuarão trabalhando para
que a mensagem da Umbanda anunciada pelo Caboclo das 7 encruzilhadas em solo brasileiro seja compreendida e vivenciada pelos filhos de fé que militam na Umbanda!


Umbanda Online.

O SILÊNCIO E O PENSAMENTO




O SILÊNCIO E O PENSAMENTO

O sucesso dos trabalhos efetuados em uma sessão espiritual depende, em grande parte, da concentração e da postura de médiuns e assistentes presentes.

Os templos umbandistas são locais sagrados, especialmente preparados para atividades espirituais, e que têm sobre seus espaços uma cúpula espiritual responsável pelas diretrizes básicas de amparo, orientação e segurança daqueles que, ou buscam ali a solução ou o abrandamento de seus males, ou dos que emprestam sua estrutura física para servirem de veículos à prática da caridade.

Apesar disto, alguns participantes julgam que, por tratar-se de culto de invocação, não se deve dar a devida atenção e respeito, sendo tais virtudes ausentes nestes indivíduos. Respeito, palavra que muitos bradam quando são contrariados, mas que cai no esquecimento daqueles que muito ofendem.

Temos visto, para nossa tristeza, que alguns dirigentes de terreiros deixam muito a desejar no que se refere ao assunto em pauta. Permitem que pessoas de má índole façam parte de seu quadro médiúnico; permitem aconchegos e conchavos; são muito tolerantes ao permitirem ingressar no salão de trabalhos pessoas com trajes incompatíveis com o que se realiza ou pretenda realizar.

Permitem conversas paralelas, algazarras, exibicionismos, bajulações etc., esquecendo-se que tais comportamentos atraem e "alimentam" os kiumbas desqualificados, que, aproveitando-se das vibrações negativas emanadas por estas pessoas, desarmonizam e quebram a esfera fluídica positiva, comprometendo assim os trabalhos assistenciais.

Devemos lembrar que o silêncio e a pureza de pensamentos são essenciais ao exercício da fé.

Temos observado também que alguns assistentes, e mesmo alguns médiuns, dirigirem-se desrespeitosamente aos espíritos trabalhadores. Debocham de suas características e duvidam de sua eficiência. Entretanto, quando passam por uma série de sofrimentos físicos e espirituais, tendo recorrido inclusive a médicos, sem êxito, recorrem àqueles mesmos espíritos que outrora foram alvos de sua indiferença.

Restabelecidos, atribuem sua melhora ao acaso.
Que Deus na sua infinita misericórdia, abra estes os corações brutos à preciosidade dos trabalhos de Umbanda.

Devem, médiuns e assistentes, observar o silêncio e o pensamento em situações ou coisas que representem fluídos do bem. Este procedimento tem como consequência a emanação energética com os espíritos, decorrendo daí o derramamento sobre o terreiro do elixir etéreo da paz e da fraternidade.
O que se consegue do mundo astral é, antes de tudo, fruto da bondade e do merecimento de cada um.

A conduta reta e positiva deve ser a tônica em uma agremiação umbandista, para que os Guias e Protetores possam instalar no mental e no coração de cada participante sementes de bondade, amor e proteção.

A homogeneidade de pensamentos é instrumento de poder do ser humano, rumo a concretização de seus desejos, sendo fundamental que se apresentem límpidos e sinceros em uma Casa de Umbanda.


Umbanda Online.

DIREITOS HUMANOS E ESPIRITUALIDADE





DIREITOS HUMANOS E ESPIRITUALIDADE

Para quem transita pela questão dos Direitos Humanos e também é
espiritualista, algumas questões sempre vem à mente, sobretudo, como
conciliar problemas aparentemente contraditórios como assumir a causa
dos Direitos Humanos, que nos leva a "lutar" por todos aqueles que são
vítimas do preconceito, da violência ou da opressão política e
econômica., e acreditar que a vida humana é regulada por uma força
superior que pode ser chamada de Lei de causa e efeito ou Lei do Carma.

E, se a pessoa for espiritista, ela ainda acredita que antes de encarnar
o espírito escolheu um gênero de provas e, em função desta escolha
nascerá homem ou mulher, rico ou pobre, no Brasil ou na Europa etc., não
sendo, portanto, essas questões humanas meras contingências ou fruto do
acaso.

Nesse sentido, se alguém precisa expiar ou passar por vicissitudes
negativas na vida, ter ou não os Direitos Humanos não vai fazer
diferença. A pessoa passará por aquilo que precisa, mesmo que para os
olhos humanos ela pareça ter sido vítima ou ter passado por algo que não
merecia.

Mas, como salientei acima, essa é uma falsa questão. Obviamente que cada
um vai passar pelo que necessita e merece, mas temos o livre-arbítrio
para não sermos o instrumento escolhido pelo “acaso” para ser o
responsável pela vicissitude negativa que alguém mereça receber.

Em outras palavras, se eu sou adepto dos Direitos Humanos ou sou contra a
violência, a probabilidade de ser escolhido para ser o instrumento do
carma negativo que alguém precisa vivenciar é pequena.

Porém, como alguém tem que ser o escolhido para ser o responsável pelo
escândalo, podemos nos esforçar para não ser este instrumento. O
escândalo ainda é necessário nos chamados mundos de provas e expiações,
como é o caso da Terra, mas temos o livre-arbítrio moral de escolher
vibrar amor ou ódio e, assim, ser escolhido pelo “destino” para realizar
o carma positivo ou negativo dos outros.

Assim, ser adepto dos Direitos Humanos e procurar estender as mãos para
todos aqueles que são “vítimas” na Terra tem que ser uma opção
interiorizada, uma atitude (ação interior sentimental), mesmo sabendo
que ninguém é vítima e que sempre iremos receber apenas o que merecemos.
Ou seja, estamos a cada segundo colhendo apenas o que plantamos.

E no caso daquele que é o algoz dos Direitos Humanos?
Como proceder com ele?

Obviamente que ele também está sujeito à Lei de causa e efeito, e também
só receberá o que merece.
Mas o espiritualista sabe que o algoz dos Direitos Humanos é também um
espírito em evolução e que merece auxilio e não castigo, pois foi
utilizado como instrumento para “ferir” os Direitos Humanos daquele que
precisava passar por esta expiação.

Nesse sentido, ao invés de punição, o ideal seria buscar reeducá-lo, no
plano da intenção, obviamente, pois, como já salientamos, ele também
receberá somente aquilo que merece, em função do seu próprio carma.

Enfim, é possível abraçar a causa dos Direitos Humanos e ser
espiritualista, compreendendo que nossas ações obedecem a uma força
maior e que tudo aquilo que nos parece injustiça, do ponto de vista do
espírito é a justiça Divina em ação.
E a melhor maneira do espiritualista trabalhar com os Direitos Humanos é
seguindo o ensinamento transmitido por Chico Xavier ao afirmar que, o
bom samaritano, é aquele que ajuda o que necessita, não acusa o que não
ajuda e ainda estende a mão ao agressor.


Rosa de Nazaré,comunidade Grupo Espirito Liberdade
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