O SACERDOTE DE UMBANDA E O SACERDÓCIO UMBANDISTA
O Sacerdote de Umbanda e o Sacerdócio Umbandista
Observando a forma como surgem os centros de Umbanda e conversando com muitas pessoas que dirigem seus centros, cheguei a algumas conclusões aqui expostas e que, espero, não despertem reações negativas mas sim levem todos à reflexão. Só isto é o que desejo, e nada mais.
Todos os dirigentes com os quais conversei foram unânimes em vários pontos:
a) foram solicitados pelos seus guias espirituais para que abrissem suas casas.
b) todos relutaram em assumir responsabilidade tão grande.
c) todos, de início, se sentiam inseguros e não se achavam preparados para tanto.
d) todos só assumiram missão tão espinhosa após seus guias afiançarem-lhes que tinham essa missão e que teriam todo o apoio do astral para levá-la adiante e ajudarem muitas pessoas.
e) todos sentiam então que lhes faltava uma preparação adequada para poderem fazer um bom trabalho como dirigente espiritual.
f) todos confiavam nos seus guias espirituais e no magnífico trabalho que eles realizavam em benefício das pessoas.
g) todos, sem exceção, só levaram adiante tal missão porque acreditaram nos seus guias.
h) todos se sentem gratos aos seus guias por tê-los instruído quando pouco ou quase nada sabiam sobre tantas coisas que compõem o exercício da mediunidade e sobre sua missão de dirigir uma tenda de Umbanda.
i) mas todos ainda acham que há algo a ser aprendido e acrescentado ao seu trabalho, mesmo já tendo muitos anos de atividade como dirigente e de já haver formado médiuns que hoje também já montaram e dirigem suas próprias casas.
j) e todos acreditam que sempre é tempo de aprenderem um pouco mais e não têm vergonha de ouvir o que outros dirigentes têm a dizer.
Bem, só com essas observações acima já temos um retrato fiel dos dirigentes umbandistas, e posso afirmar com convicção algumas conclusões a que cheguei:
a) na Umbanda o sacerdócio é uma missão.
b) o sacerdote de Umbanda (a pessoa que deve dirigir um centro e comandar os trabalhos espirituais) não é feito por ninguém; ele já traz desde seu nascimento essa missão.
c) o sacerdote de Umbanda invariavelmente é escolhido pela espiritualidade.
d) só consegue dirigir uma tenda quem traz essa missão pois esta também é dos guias espirituais.
e) mesmo não se sentindo preparado para tão digno trabalho, no entanto, a maioria crê nos seus guias e leva adiante sua incumbência.
f) mesmo não sabendo muito sobre como dirigir uma tenda os guias suprem essa nossa deficiência e vão nos ensinando coisas muito práticas que, com o passar dos anos, se tornam um riquíssimo aprendizado.
g) todos gostariam de se preparar melhor para o exercício sacerdotal, ainda que já sejam ótimos dirigentes espirituais.
h) todos lêem muito sobre a Umbanda e procuram nas leituras informações que os auxiliem no seu sacerdócio.
i) muitos fazem vários cursos holísticos para expandirem seus horizontes e a compreensão do que lhe foi reservado pela espiritualidade.
j) todos gostariam de ter alguém (uma escola, uma federação, uma pessoa) que pudesse responder certas dúvidas que vão surgindo no decorrer do exercício da sua missão.
Bem, o que deduzi é que ninguém faz um dirigente espiritual porque só o é ou só o será quem receber essa missão dos seus guias espirituais.
Mas, se assim é na Umbanda, no entanto o exercício do sacerdócio pode ser organizado, graduado e direcionado por uma “escola”, e isto facilita muito porque traz confiança e orientações fundamentais ao dirigente espiritual.
Devíamos ter na Umbanda mais escolas preparatórias tradicionais que auxiliassem as pessoas que trazem essa missão, tornando mais fácil as coisas para elas.
E, lamentavelmente, além de só termos alguns cursos voltados para esse campo, ainda assim quem ousou montá-los é injustamente acusado de charlatão, embusteiro, aproveitador e outros termos pejorativos.
Eu mesmo, só porque montei um “colégio” sob orientação espiritual e só porque psicografei algumas dezenas de livros de Umbanda (muitos ainda não publicados) já sofri todo tipo de discriminação, de calúnia, de ofensas e de acusações que espero que cessem, pois os umbandistas acabarão por entender que todas as religiões têm escolas preparatórias dos seus sacerdotes.
Só assim, com todos aprendendo as mesmas diretrizes e doutrina umbandista, a nossa religião conseguirá organizar-se e expurgar do seu meio os espertalhões que têm feito coisas condenáveis e cujos atos têm refletido negativamente sobre o trabalho sério de todos os verdadeiros umbandistas.
Pai Rubens Saraceni.
RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS - TRADIÇÃO É PARA TODOS ?
Religiões Afro-brasileiras - Tradição é para todos?...
Na praxis do templo, da doutrina esposada pelo mesmo, é necessário que seu mandatário tenha como sabedoria religiosa e mágica a Tradição.
Sim, é necessário conhecer e viver a memória de seu iniciador (Pai, Mestre...), do pai iniciador, do pai do pai do iniciador, enfim de sua raiz ou linhagem com as reatualizações devidas.
Considera-se importantíssimo conhecer e vivenciar a Tradição, pois implica em saber a origem, resgatar a memória, entender e vivenciar, inclusive no estilo de vida, a Tradição na sua comunidade-terreiro.
Pode-se associar a Tradição à origem, à memória resgatada e, muito principalmente, a reatualização, sendo que o olvido da última, com raras exceções leva o individuo ao desenraizamento. O pior é que o mesmo não percebe, caso contrário estaria atualizado com os conhecimentos e práticas de sua raiz ou de seu Mestre-Raiz.
Quando bem vivenciada a Tradição, por discípulos maduros, que serão Mestres, são eles possuídos de um salutar sentimento de pertença, o que fortalece sobremaneira sua identidade como ser individual ou como ser coletivo (comunidade-terreiro).
A Tradição é transmitida, tal qual a cultura, mas principalmente pela transmissão de valores éticos, espirituais através das gerações.
Cada comunidade-terreiro de fundamento ou Tradição tem aquele que “incorporou” a ancestralidade, vivenciando-a, reatualizando-a tal qual presenciaram e respiraram com seus Mestres (Pais ou Mães de Santo).
O discípulo preparado, longe da vaidade, do orgulho e da hipertrofia do ego, está sendo a própria Tradição por intermédio de seu Pai ou Mãe de Santo, detentor e transmissor da mesma. Sim, ele não só sabe, vive, é a própria Tradição, a ancestralidade rediviva.
A Tradição pode ser entendida como sendo a transmissão de práticas, valores espirituais de geração em geração, algo seguido e respeitado no decorrer do tempo.
O étimo do vocábulo em grego, paradosis e, em latim tradere – significando entrega, transmissão.
Em continuação é importante perceber como se “incorpora” a Tradição, vivenciando-a na sua mais pura acepção, com sua constante, e necessária reatualização.
Quando um Mestre Espiritual consumado se expressa, o faz em seu próprio nome e de todos os que o antecederam, e isto é muito importante.
Pai Rivas vivencia seu sacerdócio há mais de 43 anos, “incorporando” seu primeiro Mestre - Pai Ernesto Xangô Ayrá – Sacerdote Oluô da Tradição africana keto. Com ele teve os primeiros contatos com o Opele Ifá e a Tradição de Santo (Orisha). Em 1971 conheceu seu derradeiro Mestre – Pai Matta e Silva (W.W. da Matta e Silva) com o qual teve uma vivência, convivência iniciática de dezoito anos, não sendo apenas Iniciado no 7º Grau, no 3º ciclo, mas o detentor de mando da raiz, ou seja foi elevado em 07/12/88 a sucessor de seu Pai Matta e Silva.
Obvio está que ser iniciado em duas Tradições diferentes poderia ser problemático, mas conciliado as diferenças, buscou nas semelhanças (ambos preconizavam o oráculo de Ifá – Oponifá e Opele Ifá) erigir seu templo, a Tradição da qual é o detentor, atualizando-a constantemente, algo que culminou com a fundação inédita, da Faculdade de Teologia (FTU) com ênfase nas Religiões Afro-brasileiras, regulamentada e autorizada pelo MEC – órgão governamental que normatiza e fiscaliza o ensino universitário no Brasil.
O meio acadêmico realça tal empreitada, pois no mesmo espaço há salas de aula (conhecimento acadêmico) e o Templo (conhecimento religioso, fé, crenças) sendo considerado paradigma a ser seguido.
Isto só foi possível, pois acredita-se que a diversidade é uma forma inteligente e ética de convivência pacífica, de respeito às diferença, e mais, o reconhecimento do outro que é merecedor dos mesmos direitos, a tão propalada igualdade.
As mudanças ocorreram e ocorrerão, e com elas reatualizações que manterão viva a “Tradição de Santo”, algo que não será entendido por todos.
A vida é assim, o importante é que a Tradição mantida e reatualizada sempre proporcione felicidades àqueles que a seguem, e àqueles que a deixam. A verdadeira Tradição sempre é e será provedora de paz e entendimento, permitindo a todos decidirem e escolherem seus caminhos, sejam com Ela ou sem Ela, mas todos felizes. Ashé!
Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
http://sacerdotemedico.blogspot.com/2011/11/religioes-afro-brasileiras-tradicao-e.html
EGRÉGORA
Se você é Pai no Santo ou médium frequentador de algum terreiro, já deve ter pelo menos ouvido alguém dizer:
Olha a corrente, gente! Vamos concentrar!
Você sabe realmente o que isso quer dizer? Muita gente (até as que falam) não sabe!
O que é essa tal de “corrente”?
Será uma corrente de ferro ou de fibras que se forma no invisível?
Será uma corrente que vai prender os espíritos?
Será? Será?
Na verdade, quando um dirigente (quando bem preparado) chama a atenção para a “corrente” é porque ele sentiu uma queda ou diminuição na energia ambiental (EGRÉGORA) que deve ser mantida pelos médiuns em um potencial elevado, de forma a manter os trabalhos em nível adequado, até mesmo por uma questão de auto-preservação.
Essa questão da “corrente” ou egrégora é tão importante que vamos nos aprofundar um pouco mais no assunto para que você possa perceber, se orientar e orientar a outros.
Vou tomar como exemplo uma gira de Umbanda, mas advirto que você pode adaptar minhas explicações para entender práticas espirituais, inclusive das Igrejas Evangélicas que fazem curas, etc.
Vamos considerar um grupo de 10 pessoas e partir do princípio de que TODAS ESTÃO UNIDAS POR UM MESMO IDEAL. Isso é a base de tudo!
Criada a egrégora como já vimos antes (pela união dos pensamentos direcionadas aos mesmos fins), cada vez mais energias de mesma sintonia são atraídas para o ambiente. Essas energias somadas atuam imediatamente nas pessoas que ali estão e em alguns casos, se for bem forte já começam a operar alguns “milagres”, desde que as pessoas estejam em estado de recepção (concentradas no ritual e ansiando por receberem um bem). As entidades afins (aí eu já estou falando de seres espirituais) penetram e até são atraídas para o interior. Entidades inferiores tendem a ser barradas por uma força invisível (a energia) que a princípio é incompatível com suas vibrações (isso se tudo estiver “correndo bem”).
Se uma entidade inferior for atraída para dentro da egrégora, ela fica de certa forma subjugada pela força desta e desse modo se consegue lhes dar um melhor encaminhamento para outros planos espirituais.
As entidades afins usam parte dessa energia para auxiliar os que ali estão na medida de suas possibilidades.
A técnica usada nos terreiros de Umbanda e Candomblé para formar a egrégora inicial (quando os grupos são bem dirigidos) está baseada nos rituais de “abertura”. Já nas Igrejas Evangélicas e outras, consiste basicamente nas pregações, que fazem com que os adeptos se concentrem ou dirijam seus pensamentos de acordo com a “pregação”.
Se você for um estudioso e não carregar preconceitos, notará que nessas “pregações” há sempre um direcionamento do raciocínio dos ouvintes de forma a fazê-los pensar positivamente e acreditarem firmemente na possibilidade de alcançarem os bens que foram procurar. Nesse momento, embora nem saibam, às vezes, estão gerando a egrégora.
Fazer com que a assistência participe ativamente, pensando positivamente, deve ser parte obrigatória de TODAS as giras de Umbanda. Essa, no entanto é uma prática esquecida e o que vemos em muitos terreiros é uma assistência quase que sempre alheia, só participando em alguns momentos, de preferência quando vêm de encontro ao que lhes interessa.
Dessa egrégora, como já disse, são retiradas as energias para a realização dos trabalhos, o que vale dizer que se essa energia não for forte o suficiente, o mínimo que pode acontecer é acontecer nada.
Por outro lado, se a corrente ou egrégora das “giras” não for suficiente, várias complicações podem acontecer com o passar do tempo, sendo que, o(a) dirigente, por ser o centro maior das atenções e para quem convergem as maiores quantidades de energia ali geradas e mesmo as trazidas pelos assistentes, é quem sofre, por assim dizer, as maiores consequências dos trabalhos realizados sem a devida segurança.
Veja abaixo alguns tipos de complicações que podem ocorrer:
Médium dirigente e/ou médiuns auxiliares não conectados positivamente com suas entidades de guarda o que pode provocar de imediato incorporações insatisfatórias, e insegurança – ANIMISMO.
Perturbações por intromissão de entidades do Baixo Astral que encontram entrada fácil nesses casos.
Problemas com médiuns e/ou assistência com relação até mesmo à integridade física, pois não é raro em sessões dessa natureza, haverem manifestações turbulentas de entidades descontroladas e médiuns idem.
Cansaço físico de dirigente e médiuns ao final dos trabalhos pela perda energética sofrida. O normal é que quando se encerram os trabalhos, todos os médiuns se sintam em perfeitas condições físicas e, não se tratando de trabalhos de descarga e desobsessão, é normal até que saiam sentindo-se melhor do que quando chegaram, justamente porque conseguiram atrair uma grande quantidade de energia positiva da qual todos poderão desfrutar.
Observação:
Existem mais situações que podem acontecer, mas vamos ficando por aqui, pois só as citadas já darão como consequências as que vêm após.
Complicações que podem ocorrer com a continuidade dos problemas:
-Enfraquecimento crescente dos contatos entidade/médium.
-Corpo mediúnico cada vez mais inseguro.
-Dificuldades crescentes para a realização de trabalhos.
-Problemas começam a surgir na vida material de todos.
-Discórdias entre o grupo começam a gerar desentendimentos maiores.
-Formam-se grupos dentro do grupo dividindo a energia ao invés de somá-la.
-Doenças e dificuldades começam a aparecer.
-Como os contatos espírito/médium já não são tão positivos, torna-se difícil ou impossível a solução de problemas que antes eram nada (aí, não raramente começam a se consultar em outros lugares).
Para sintetizar:
Todos serão altamente prejudicados por seus próprios atos e desunião e, como ocorre normalmente, ao final ELEGERÃO SEMPRE UM CULPADO – ou o dirigente ou a própria Umbanda (no nosso caso).
Ainda sobre a egrégora de terreiros de Umbanda, é preciso que se explique que ela, além de ser formada e nutrida com a energia gerada em cada reunião, também é favorecida pelas “firmezas” ou “assentamentos” que devem ser tratados, reforçados e respeitados.
Mais uma explicação.
Assentamento, como muitos podem crer, não é prática exclusiva das religiões Afro. Até mesmo elas “importaram” essa prática de Seitas e Religiões muito mais antigas.
Se os assentamentos estiverem bem “sintonizados” com as energias e entidades para os quais foram dirigidos, sabendo o/a dirigente acioná-los, eles serão de grande importância (caso contrário serão meros ocupantes de lugar), pois poderão trazer para o ambiente essas energias e entidades que beneficiarão sobremaneira a realização de trabalhos positivos.
Para resumir e ficar bem entendido, observe o seguinte:
-Energia positiva atrai energia positiva (o oposto também vale).
Pensamentos (que geram energia) positivos atraem energias e fatos positivos (ou negativos…).
-Medo, insegurança e discórdias quebram a rotina da criação e da ação de energias positivas.
-Fé (certeza, convicção) provoca sempre a criação de energia e, quanto maior for, maior será a ação dessa energia.
-Egrégoras são energias que podem ser geradas e fortalecidas a cada dia. Se elas serão positivas ou negativas, dependerá de quem as criará.
-Egrégoras (se positivas) são de utilidade total em qualquer reunião para trabalhos mediúnicos. Quanto mais fortes, maior o auxílio que podem prestar.
-Egrégoras formam-se até mesmo em sua casa, seu ambiente de trabalho, etc. Só que nesses casos, como não costuma haver um direcionamento das energias que a formarão (a não ser em poucos casos) elas correm o risco de serem negativas.
-Grupos desunidos, por mais forte que queira parecer o dirigente, estarão sempre a um passo da derrota em função de não conseguirem gerar o ambiente propício para a presença de Verdadeiros Espíritos Guias.
A disciplina e a união em torno de objetivos comuns são partes sólidas da base que construirá o verdadeiro Templo – aquele onde comparecerão sempre os Verdadeiros Amigos Espirituais.
Claudio Zeus
– extraído do livro Umbanda Sem Medo Vol I
Blog - Umbanda Online
A DIVINDADE SUPREMA E OS SERES ESPIRITUAIS
A DIVINDADE SUPREMA E OS SERES ESPIRITUAIS
Após a discussão sintética das várias religiões afro-brasileiras entre elas: Candomblé de Caboclo (Ketu, Muxicongo), Umbanda Omolocô, Umbanda traçada, Umbanda Mista, Umbanda Branca ou Umbanda Cristã, Jurema, Terecô, Tambor de Mina, Toré, Xambá, Babassuê, Jarê, Batuque e Xangô, comenta-se na presente publicação a visão da Umbanda Iniciática ou Esotérica (os aspetos internos) sobre os Seres Espirituais ou Espíritos.
O texto apresentado consta na obra – Umbanda a Proto Síntese Cósmica. F.Rivas Neto – Editora Pensamento, 2011; 11ª edição.
“Sobre a Divindade Suprema e os Seres Espirituais discuti-se:
1. Todos os espíritos são IMATERIAIS – Somos isentos de matéria, de energia ou qualquer processo agregativo sobre nós. Não somos compostos atômicos, eletrônicos, fotônicos, quarks, antimatéria, etc. Somos apenas Espíritos, com nossa própria Natureza Vibratória Espiritual.
2. Todos os Seres Espirituais são INCRIADOS – Somos incriados, pois nossa origem se perde na Eternidade. Somente a Deidade, Detentora e Conhecedora da Eternidade, é quem sabe nossa origem. Afirmamos também que o supremo Espírito não nos criou. Quando dizemos que nossa ESSÊNCIA ESPIRITUAL é originada da mesma do PAI, não estamos dizendo que é a própria do PAI.
3. Todos os seres Espirituais são PERFECTÍVEIS – Todos nós, indistintamente, caminhamos para o nosso aperfeiçoamento.
4. Não fomos criados por Deus simples e ignorantes – DEUS não criaria ninguém simples e ignorantes, esperando que cada um evoluísse e alcançasse a evolução através de duríssimas e penosas provas. A Corrente Astral de Umbanda crê num Deus infinitamente Bom e Justo, e não num DEUS sádico e cruel.
5. Cremos inabalavelmente na Suprema Consciência Una, que estende sobre nós, Individualidades Espirituais, o Seu beneplácito espiritual.
6. Todos os Seres espirituais podem evoluir em 2 regiões distintas:
a. COSMO ESPIRITUAL – É o que já definimos como as infinitas regiões do espaço cósmico onde jamais houve a interpenetração da matéria ou energia. Nesse campo espiritual ou reino virginal, o Espírito pode evoluir segundo um karma causal. É óbvio que, nesse lado da “Casa do Pai”, os Seres Espirituais estão isentos de “veículos” ou Corpos. Não têm a mínima agregação sobre Si de elementos da matéria ou antimatéria.
b. UNIVERSO ASTRAL – É o que também já definimos como uma região do espaço cósmico que já foi interpenetrada pela substância etérica ou matéria-energia.
Nesse Universo Astral é que há os milhões de galáxias, com seus sistemas solares, e esses com planetas, satélites, etc.
É nesse Universo Astral que o Espírito pode evoluir segundo um Karma constituído.
Nesse lado da “Casa do Pai” é que o Ser Espiritual constitui seus 7 Corpos ou Veículos de Expressão de sua consciência, percepção, inteligência, sentimentos, etc., através dos Arquitetos Siderais. Esses 7 Corpos ou “Veículos” do Espírito –Consciência são de Energia-Massa em vários níveis, obedecendo a Setessência da Matéria.
Que não se faça confusão entre Cosmo Espiritual e Universo Astral. Como dissemos, no Universo Astral há os vários níveis energéticos, e o Ser Espiritual, dependendo de seu grau evolutivo, em sua jornada evolutiva, ora estará num dado plano – que lhe caracterizará a necessidade de reajuste no Corpo do plano afim imediatamente superior -, ora no plano imediatamente inferior, gerando, como exemplo aqui na Terra, o fenômeno do NASCIMENTO e MORTE”.
P.S. Com esta publicação inaugura-se uma série de textos ou vídeos que pretendem ser releituras ou ressignificados das obras de Matta e Silva e Rivas Neto.
Isto é possível, pois segundo Rivas Neto a CONSTANTE DA TRADIÇÃO É A CONTÍNUA MUDANÇA, LOGO UMA UNIDADE ABERTA QUE PERMITE RELEITURAS E RESSIGNIFICAÇÕES CONSTANTES. Axé!
Referências Bibliográficas:
Obras de W. W. da Matta e Silva (Mestre Yapacany)
· Mistérios e Práticas da Lei de Umbanda
· Lições de Umbanda e Quimbanda na palavra de um Preto-Velho
· Segredos da Magia de Umbanda e Quimbanda
· Umbanda e o Poder da Mediunidade
· Umbanda de Todos Nós
· Umbanda Sua Eterna Doutrina
· Doutrina Secreta de Umbanda
· Umbanda do Brasil
· Macumbas e Candomblés na Umbanda
Obras de F. Rivas Neto (Mestre Arhapiagha)
· Umbanda a Proto-Síntese Cósmica
· Umbanda – o elo perdido
· Lições Básicas de umbanda
· O Arcano dos Sete Orixás
· Exu – o grande arcano
· Fundamentos Herméticos de Umbanda
· Cura e auto cura umbandista – terapia da alma
· Sacerdote, Mago e Médico – cura e auto cura umbandista
· Espiritualidade e Ciência na Teologia das Religiões Afro-brasileiras
Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar”
http://sacerdotemedico.blogspot.com/
ODUS
Odu Ifa
Odus
DIZ-SE QUE, NOS PRIMÓRDIOS DOS TEMPOS, NÃO EXISTIA SEPARAÇÃO ENTRE O CÉU E A TERRA (ORUM-AIYÉ) E QUE HAVIA UMA CONVIVÊNCIA ÍNTIMA ENTRE OS ORIXÁS E OS SERES HUMANOS; TODOS PODIAM IR AO ÓRUM E VOLTAR QUANDO DESEJASSEM. PORÉM UM CERTO DIA, O HOMEM DESONROU SEU COMPROMISSO COM ÓLORUM, PECOU CONTRA O SUPREMO AO TOCAR O QUE NÃO PODIA SER TOCADO. E ASSIM, O MESMO DIVIDIU O CÉU E A TERRA. O PRIVILÉGIO DA LIVRE COMUNICAÇÃO DESAPARECEU EM TROCA DAS DIFERENTES FORMAS ORACULARES ESTABELECIDAS E LEGADAS POR ORUNMILÁ.
Odús (signos de Ifá), são presságios, destinos, predestinação. Os odús são inteligências que participaram da criação do universo; cada pessoa traz um odú de origem e cada orixá é governado por um ou mais odús. Cada odú possui um nome e características próprias e dividem-se em "caminhos" denominados "ese" onde está atado a um sem-número de mitos conhecidos como itàn Ifá.
Os odús são os principais responsáveis pelos destinos dos homens e do mundo que os cerca.
Os orixás não mudam o destino da vida e sim executam suas funções dentro da natureza liberando energia para que todos possam dela se energizar e encontrar seu caminho,
O odú é o caminho, a existência do destino o qual o orixá e todos os seres estão inserido.
Alguém já escutou a seguinte frase ?
-com o destino não se brinca...
-sua vida esta escrita...
-seu destino já estava escrito...
E muitas outras frases populares que refere-se a odú.
Cada pessoa pode ir de encontro ou seguir um caminho alheio ao destino estabelecido, neste caso seu destino e sua conduta fogem as regras siderais (seguiu um caminho diferente dentro do estabelecido). Geralmente nestes casos, as mesmas tentem a sofrer decepções em sua vida em geral (amor, trabalho,família, saúde, mortes prematuras, etc) São nesses casos que a espiritualidade pode ajudar, porém tudo que é natural e de conformidade com o destino, não deve ser modificado.
Nós quando nascemos, somos regidos por um odú que representa nosso "destino" assim como o nosso caminho.
Através de Ifá, podemos averiguar o porque das situações serem adversas as de sua vontade e se a mesma está em um caminho diferente ao destinado ou escolhido.
O destino das pessoas e tudo o que existe podem ser desvendados por meio da consulta a Ifá, o oráculo, que se manifesta pelo jogo. Ifá tem seu culto específico e o mais alto cargo do culto de Ifá é o de Olwo, título concebidos a alguns Babalaôs. Ifá é o orixá da adivinhação e para tudo deve ser consultado. Existem alguns tipos de jogo utilizado por Babalorixás e Yalorixás que não são os mesmos métodos do Opelé Ifá (utilizado pelos Babalaôs em consulta a Ifá), como o rosário de Ifá, o jogo de búzios (meridilogun), etc.
No jogo de búzios (mais comum meridilogun) quem fala é exú, são dezesseis búzios que podem ser jogados também pelos Babalorixás e Yalorixás. A consulta a Ifá é uma atividade exclusivamente masculina, mas as mulheres passaram a poder pegar nos búzios porque oxum fez um trato com exu, conseguindo dele permissão para jogar.
O jogo de Opelé Ifá baseia-se num sistema matemático, em que se estabelece 256 combinações resultantes dos 16 odús usados no jogo de búzios multiplicado por 16. Nada se faz sem que antes se consulte o oráculo, quanto mais séria a questão a ser resolvida, maior a responsabilidade da pessoa que faz o jogo.
Narram algumas lendas que ifá girou pelo mundo, deixando legados e ensinamentos a vários povos de como manter comunicação com os deuses no órun (céu), passando pelos árabes onde não foi aceito e vindo a se estabelecer definitivamente na áfrica, junto aos povos yorubás onde manteve seu legado ensinando aos sacerdotes como restabelecer a comunicação com seus antepassados. Assim ,aperfeiçoando um dos mais avançados métodos de consulta existente.
Existem dezesseis Odu maiores no "Odù Ifá literary corpus" ('livros'). Quando combinados, existem um total de 256 Odu acreditando referir-se todas as situações, circunstâncias, ações e conseqüências na vida. Estes constituem a base do conhecimento tradicional yoruba espiritual e são a base de todos os sistemas de adivinhação yoruba.
Odu é um conceito do Culto de Ifá mas também usado no Candomblé, interpretado no [merindilogun], na caida de búzios.
http://www.orixas.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=43&Itemid=82
RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS - PSICOLOGIA DO ARQUÉTIPO
RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS – PSICOLOGIA DO ARQUÉTIPO
O homem, por intermédio de suas instituições, procura ajustar-se ao meio em que está inserido.
Precisa adaptar-se aos três níveis de ambiente: o natural, o social e o sobrenatural. A adaptação aos níveis natural e social é mais obvia que ao sobrenatural.
A sua natureza física (biológica) se assemelha à natureza, ao natura naturandis, a Physis à qual se adapta. Quanto ao social é a forma de viver harmonicamente em sociedade, com o outro.
Quanto ao sobrenatural talvez não haja tanta obviedade, pois se relaciona ao imaginário e ao conteúdo inconsciente do coletivo e individual, nem sempre acessível, ou quase nunca, por meios conscientes.
A instituição religião seria o meio pelo qual o homem se ajusta ao seu ambiente sobrenatural (imaginário). Para alguns autores, em especial Keller e Summer, o homem, uma vez que incorre na crença, na existência de “outro mundo”, de espíritos e seres super humanos tem necessidade de a ele se ajustar, da mesma forma que faz com o natural e social.
Na esteira desse conceito deseja-se apresentar a visão de inconsciente coletivo, inconsciente individual e arquétipos associados aos Genitores Divinos (Orishas) e Ancestrais Ilustres (linhagem espiritual).
Reitera-se que a religião em sua mais pura acepção não se baseia apenas em necessidades físicas do homem, sendo a única instituição com tal perfil.
Não por isso, a religião (crenças, fé, rituais) está afeta ao saber mítico, alegórico, enquanto sua vertente crítica, a Teologia se insere no “pensamento racional” (logos), lógico.
Interessante que, apesar de muitos afirmarem que a religião se fundamenta apenas em conceitos absolutos ou metafísicos, ou que o mito se opõe ao logos, tal como a fantasia à razão, como palavra que narra a que demonstra, logos e mito são duas funções igualmente fundamentais da vida do espírito.
Neste aspecto e momento do discurso é necessário evocar o conceito que
Nietzsche trouxe quando afirmou que a filosofia ocidental a partir de Sócrates foi negada a intuição criadora da filosofia pré-socrática. Com isso se faz a distinção e se estabelece dois princípios: o apolíneo e o dionisíaco – a partir de Apolo (deus da razão, da clareza, da ordem, etc.) e Dionísio (deus da aventura, da música, da fantasia e da desordem).
Obvio esta que tais princípios não são opostos, mas complementares da realidade, e é nisso que se apóia a Teologia das Religiões afro-brasileiras, em outras palavras, na razão (consciente) e no irracional (inconsciente que corresponde a maior parte da mente).
A partir do conhecimento supra é necessário reiterar que as religiões afro-brasileiras (as várias Escolas) umas mais outras menos, conceitua suas entidades sobrenaturais como origem e fonte do comportamento (ethos) de seus “filhos de santo”, algo que determina, consolida e fortalece a identidade individual e coletiva (relações sociais positivas).
Conceitua-se de forma simples o inconsciente coletivo para designar parte do inconsciente que contém arquétipos, sendo, portanto, comum a todos os homens. E é no conceito de arquétipo que se alia os fundamentos do Orisha (Olori) e de seu “filho de santo” que lhe segue o perfil comportamental, como forma de identidade normal e não patológica (esquizofrenógena) como era da praxe acadêmica em passado recente.
Arquétipo ou imagem primordial (Jung) não tem sua origem conhecida e se repete em qualquer época e em qualquer lugar do mundo, mesmo onde não é possível explicar a sua transmissão por descendência direta. Os arquétipos nas religiões afro-brasileiras criam mitos dramatizados nos rituais do terreiro e da própria vida cotidiana, da mesma forma que influenciam várias tendências da comunidade ou sociedade como um todo.
Essa energia psíquica muito antiga (arquétipo – arque-antigo e tipo) presente no inconsciente coletivo (de todos os homens) é como se fosse o DNA psíquico, idêntico a todos os homens, mormente em seu aspecto nuclear, sendo o periférico característico a cada indivíduo (como exemplo cita-se o Orisha Ogun (Nuclear) e Ogun Onirê (o periférico) – próprio do indivíduo).
Introduz-se assim o conceito de Consciência que é um atributo humano que permite (re)-conhecer “quem sou” (consciência em si e de si), quem é o outro (que é diferente de mim) e o transcendente (o absolutamente outro).
Esse processo histórico é o de construção da identidade (de uma pessoa, grupo, povo, nação) por meio da consciência.
Com esse ensejo conceitua-se a individuação, processo de tornar-se um indivíduo ou de dar-se conta de que se é um indivíduo. Tal como empregado por Jung, o termo parece incluir não apenas a idéia de aperceber-se de que se é separado ou diferente dos outros, mas também a idéia de que se é uma pessoa integral e indivisível.
Assim se conceitua tais atividades que são robustecidas nos transes de possessão ou outros nas religiões afro-brasileiras, e mesmo como se dizia, fenômenos esquizofrenógenos, tais como fantasias e devaneios vários.
Depois desses conceitos sumarizados não se pode cogitar o que vem sendo teorizado ou pressuposto por várias vertentes científicas, mormente as antropológicas. Tem-se questionado que o período do Homo neanderthalensis ao Homo sapiens sapiens é muito curto para explicar os avanços tecnológicos e científicos alcançados. Do sílex às aeronaves que propiciam as viagens interplanetárias há um abismo de fases que deveriam ser superadas no processo de desenvolvimento psíquico e o período é insuficiente. E, então?
Aventa-se a hipótese de civilização extra-terrestre ter vindo de outros lócus do universo e ter proporcionado aos homens terráqueos condições psícosomáticas superiores, o que explicaria o recorde de transformações que se consubstancia no desenvolvimento da humanidade contemporânea.
A saga aventada pela ciência corrobora com a presença dos Orishas no Aiyê; e, principalmente a de época em que não havia limites entre o Orun (espaços sobrenaturais?!) e o Aiyê (Terra). Segundo o mito, por motivo de transgressão dos homens, Oxalá, de seu Espaço Sagrado lançou seu bastão de Poder Divino (Opashoro), que separou definitivamente o que era Orun do que era Aiyê.
Não seria essa civilização que teria estruturado o processo de desenvolvimento da comunidade planetária terrena? Não seria essa a explicação determinante sobre o arquétipo do Orishá? Isto é, Eles “deuses” se fizeram “homens”, todavia sem retirar as características fundamentais da herança humana, embora hibridizassem nos homens seus mundos de Luz e Sabedoria. Não seria essa a herança que se carrega que se vivencia e se forma a identidade do indivíduo, por intermédio do arquétipo?
Espera-se continuar e a discussão no próximo trabalho, que terá como mote o que foi exposto e se aprofundará no conceito do arquétipo e do fundamento do Orisha das várias religiões afro-brasileiras. Axé!
Obs. Resolveu-se grafar Orisha com sh como se fez nos primeiros textos, desde 1989.
Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar
http://sacerdotemedico.blogspot.com/
RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS - TRADIÇÕES DAS TRANSFORMAÇÕES
Religiões Afro-brasileiras – Tradições das transformações
“A constante da Tradição é a contínua mudança, logo as Religiões afro-brasileiras são uma unidade aberta que permite várias leituras”. (F. Rivas Neto)
A Tradição das Religiões afro-brasileiras é constituída de núcleo (fundamentos básicos) e de periferia, condizente com as noções de tempo e espaço, com a contemporaneidade, mas sem enfrentamento com seus princípios de espiritualidade na comunidade, contrária aos ditames do consumismo do Sagrado.
Este é o tema discutido no vídeo “Religiões afro-brasileiras – uma visão plural do Sagrado”. Claro que não se pretendeu esgotar o assunto, mas ensejar pesquisas e estudos sobre as funções comunais da Teologia, do Sagrado, da Espiritualidade Universal. Axé!
Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar
http://sacerdotemedico.blogspot.com/search?updated-max=2011-08-22T00%3A00%3A00-03%3A00&max-results=3
“A constante da Tradição é a contínua mudança, logo as Religiões afro-brasileiras são uma unidade aberta que permite várias leituras”. (F. Rivas Neto)
A Tradição das Religiões afro-brasileiras é constituída de núcleo (fundamentos básicos) e de periferia, condizente com as noções de tempo e espaço, com a contemporaneidade, mas sem enfrentamento com seus princípios de espiritualidade na comunidade, contrária aos ditames do consumismo do Sagrado.
Este é o tema discutido no vídeo “Religiões afro-brasileiras – uma visão plural do Sagrado”. Claro que não se pretendeu esgotar o assunto, mas ensejar pesquisas e estudos sobre as funções comunais da Teologia, do Sagrado, da Espiritualidade Universal. Axé!
Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar
http://sacerdotemedico.blogspot.com/search?updated-max=2011-08-22T00%3A00%3A00-03%3A00&max-results=3
Assinar:
Postagens (Atom)





