A MATÉRIA E O ESPÍRITO - ( Ref. Saravá Umbanda )
A Matéria e o Espírito ( Ayiê e o Orum)
O Princípio – O Universo
O Universo é o conjunto de tudo aquilo que existe. A humanidade busca cada vez mais se aprofundar no conhecimento da origem e natureza do universo. A ciência moderna tem como principal teoria para a origem do universo o Big Bang. O Big Bang é a teoria cosmológica dominante do desenvolvimento inicial do universo. Os cosmólogos usam o termo "Big Bang" para se referir à idéia de que o universo estava originalmente muito quente e denso em algum tempo finito no passado e, desde então tem se resfriado pela expansão ao estado diluído atual e continua em expansão atualmente. A teoria é sustentada por explicações mais completas e precisas a partir de evidências científicas disponíveis e da observação. De acordo com as melhores medições disponíveis em 2010, as condições iniciais ocorreram por volta de 13,3 a 13,9 bilhões de anos atrás. Dizem os cientistas que foi neste exato momento que o espaço, o tempo e tudo o que existe foi criado. Apesar de ser uma tendência da cosmologia investir num princípio, devemos considerar que o argumento que endossa a teoria do Big Bang é uma expansão do universo que pode ser observada. No entanto, essa dilatação pode ser um fenômeno regional, existente apenas nos limites do universo observável ou no alcance do atual telescópio Espacial Hubble. Diante disso, existe a possibilidade desse fenômeno não atender todo o universo. Nesse caso, o que até hoje foi observado seria somente um processo de dilatação regional de causa ainda desconhecida, e somente o desenvolvimento de telescópios de maior alcance e resolução poderiam confirmá-lo. Não se sabe exatamente o tempo em que este universo irá crescer, mas dizem alguns cientistas, que num determinado tempo tudo deixaria de existir. Outros cientistas defendem a tese que após um período de expansão haveria um período de retração deste universo até a condição inicial, onde novamente ocorreria novamente outra explosão e uma nova expansão. O Big Crunch é uma teoria segundo a qual o universo começará no futuro a contrair-se, devido à atração gravitacional, até entrar em colapso sobre si mesmo. Essa teoria suscita um mistério ainda maior de se analisar do que o Big Bang. Na primeira hipótese teríamos somente a existência de um único universo, que teria uma determinada data de criação e uma determinada data da sua destruição. Na segunda hipótese, existe a possibilidade da existência de infinitos universos já terem existido e num futuro outros universos virem a existir. É como um processo de respiração, onde se sucedem expansão e retração da energia. Consideramos esta segunda hipótese, mais próxima dos ideais espiritualistas que defendemos e divulgamos. Alguns religiosos já chegaram a falar alguma coisa semelhante à “respiração divina”.
O Planeta Terra
O Universo pela sua idade e dimensões é uma realidade que ainda se encontra bem distante do conhecimento humano. Já nosso planeta Terra, possui elementos que já foram detalhadamente estudados e compreendidos pelo Homem, a arqueologia a cada dia encontra mais informações sobre a origem do planeta e do homem. É a partir deste processo evolutivo do planeta Terra que se alicerça as bases da doutrina dos Sete Reinos Sagrados, podemos afirmar que SOMOS FILHOS DO PLANETA.
O Conhecimento humano.
O planeta possui aproximadamente de 4 a 5 bilhões de anos, os pesquisadores dizem que o Homem Sapiens, (nosso ancestral direto) surgiu aproximadamente há 200 mil anos. Há aproximadamente duzentos mil anos, o homem busca explicações para a vida, a doença e a morte. Quem somos nós? O que somos? Qual a finalidade da vida e da morte? De onde viemos e para onde iremos? Nesta busca pelo conhecimento e na resposta destas eternas dúvidas, duas grandes correntes do pensamento humano de destacam: Materialismo e Espiritualismo.
Materialismo e Espiritualismo
A visão filosófica do espiritualismo é a mais antiga delas, pois o homem desde o principio sempre temeu o desconhecido e foi através da crença na existência de seres espirituais: Deuses e espíritos que as religiões se desenvolveram. Entre as duas correntes filosóficas os espiritualistas são maioria. Já a filosofia materialista é bem mais recente, tem sua origem no Sec. VI a.C na Grécia. Vamos conhecer melhor estas duas correntes do pensamento humano.
Materialismo
Vamos iniciar pelo materialismo por ser um conceito filosófico bem mais recente. O Materialismo é uma doutrina filosófica que admite como realidade apenas a matéria. Nega a existência da alma, do mundo espiritual ou divino. Formulada pela primeira vez no século VI a.C., na Grécia, ganha impulso no século XVI, quando assume diferentes formas. Para os gregos, os fenômenos devem ser explicados não por mitos religiosos, mas pela observação da realidade. A matéria é a substância de todas as coisas. A geração e a degeneração do que existe obedecem a leis físicas. A matéria encontra-se em permanente metamorfose. Vamos conhecer um pouco mais sobre esta visão filosófica.
Materialismo Filosófico - No século XVIII, o francês Julien de la Mettrie (1709-1751), os pensadores da Enciclopédia e o Barão de Holbach (1723-1789) lançam o materialismo filosófico, doutrina que considera o homem uma máquina e nega a existência da alma, em oposição ao espiritualismo.
Materialismo Científico - No século XIX surge na Alemanha o materialismo científico, que substitui Deus pela razão ou pelo homem, prega que toda explicação científica resulta de um processo psicoquímico e que o pensamento é apenas um produto do cérebro. Seus principais formuladores são Karl Vogt (1817-1895), Ludwig Büchner (1824-1899) e Ludwig Feuerbach (1804-1872).
Materialismo Histórico - O marxismo, por sua vez, baseia-se numa concepção materialista da história - denominada materialismo histórico por Friedrich Engels (1820-1895) -, pela qual a história do homem é a da luta entre as diferentes classes sociais, determinada pelas relações econômicas da época.
Materialismo dialético - é constituído como doutrina por Lênin e recebe esse nome porque sua teoria é materialista e seu método, a dialética.
Materialismo Energetista - No início do século XX, as idéias de pensadores como Richard Avenarius (1843-1896), Ernst Mach (1838-1916) e Wilhelm Ostwald (1853-1932) dão origem ao materialismo energetista, teoria mais filosófica que científica, pela qual espírito e matéria são apenas formas da energia que constituem a realidade. Aqui fazemos um breve parêntesis para chamar sua atenção! É muito comum, atualmente, encontrarmos umbandistas que corriqueiramente dizem em alto e bom som:
Deus e os Espíritos são uma forma de energia...
É um grande erro, pois ao fazerem esta afirmação estão defendendo um princípio materialista, o materialismo Energetista, que teve suas bases apresentadas no início do século XX. Estes “espiritualistas” estão afirmando, sem saberem, serem materialistas e não espiritualistas. Em física, a equivalência massa-energia é o conceito de que qualquer massa possui uma energia associada e vice-versa. Na relatividade especial, essa relação é expressa pela fórmula de equivalência massa-energia e=mv² (a famosa fórmula de Einstein). Fazemos questão de deixar bem claro: ESPÍRITO E MATERIA são princípios totalmente diferentes, um não se transforma no outro.
MATÉRIA NÃO VIRA ESPÍRITO, ASSIM COMO ESPÍRITO NÃO VIRA MATÉRIA!
Como massa se transforma em energia e energia se transforma em massa, pela relação apresentada acima (conhecida formula de Einstein), podemos afirmar categoricamente que espírito não é energia. Embora aparentemente, sejam conceitos simples, temos presenciado uma grande confusão e falta de base filosófica em muitos escritores, estudiosos e praticantes umbandistas. (Podemos dizer espiritualistas) A literatura espírita e umbandista é rica nesta erro conceitual. Quando publicamos o livro “Umbanda Os Sete Reinos Sagrados”, que contém a base doutrinaria do Núcleo Mata Verde, fizemos questão de esclarecer este assunto e na ocasião insistimos neste conceito básico que diz que “matéria e espírito são elementos diferentes, básicos e que um não se converte no outro”. O Espírito, entre outras coisas, pode ser considerado o “principio inteligente do universo”. Este é um conceito basilar da doutrina dos sete reinos sagrados: A existência da realidade material, a realidade espiritual e Deus o criador. Essas três coisas são o principio de tudo o que existe, a trindade universal. Na mitologia africana encontramos estes três conceitos chamados de Aiyê, Orum e Olorum.
O Espiritualismo
Já aqueles que aceitam o espiritualismo, aceitam que além da matéria existem outras realidades. Nós os espiritualistas, aceitamos que matéria não pensa, não se emociona, não cria...
Pensar, criar, amar, sofrer são atributos do espírito humano que tem sua essência bem diferente da matéria ou da energia.
Em outro texto iremos estudar as diferentes visões espiritualistas sobre a origem e natureza do espírito.
Abraços,
São Vicente, 17 de Maio de 2011
Manoel Lopes – Dirigente do Núcleo Mata Verde
PORQUE ESTUDAR ERVAS NA UMBANDA ?
ERVAS NA UMBANDA
Porque estudar ervas na Umbanda?
Porque as ervas estão presentes em todas as religiões, dentro de todos os rituais religiosos, desde sempre. E a Umbanda é a religião da natureza. Da natureza elemental e da natureza humana.
As ervas são organismos vivos. Há uma vida espiritual contida em cada erva. Isso é chamado de *Imanescência Divina, o espírito vivo de Deus que anima tudo. Dos elementos da natureza o mais parecido com o da natureza humana é o vegetal, pois ele nasce, cresce, se reproduz e morre. Esse espírito vivo possui características energéticas definidas pela vibração passada aos organismos à sua volta. Essa vibração magnética é polarizada, ou seja, pode ser positiva ou negativa. Então, uma erva é atribuída a um orixá por analogia vibratória. Energia que está presente na vibração do orixá com a energia que está presente na vibração da erva.
Para o uso correto de uma erva é necessário saber: o nome da erva e o verbo atuante. **Verbo é o poder realizador divino, é o poder de transformação, consequentemente é magia. O que movimenta ou ativa o poder realizador é o propósito, a intenção.
Uma mesma erva pode proporcionar mais de um poder realizador. Como exemplo a hortelã que é antigripal, vermífugo, estimulante, refrescante, etc.
Uma mesma erva pode ser atribuída a varios orixás. Não pela sua cor, seu formato ou seu visual, e sim pela vibração. Afinal, os orixás estão ligados entre si.
Pode-se usar ervas frescas ou ervas secas. A erva fresca carrega em si a imanescência divina, o fator vegetal e o fator aquático. A erva seca carrega todos os fatores anteriores e mais ainda o fator concentrador, pois sofre o processo de desidratação. Qual é a melhor?
A melhor é aquela indicada pelo seu guia ou protetor de acordo com a necessidade. Ou ainda, nos dias corridos de hoje, a que está mais fácil de se obter. Também sempre lembrar que a lua influencia na quantidade de água na planta. Em luas cheias e crescente haverá mais água nas folhas, e em luas nova e minguante, nas raizes.
As ervas são classificadas como Quentes ou Agressivas, Mornas ou Equilibradoras e Frias ou Específicas. Isso não é uma classificação de acordo com a temperatura da erva, e sim de acordo com seus fatores.
As ervas quentes ou agressivas carregam o poder de agredir estruturas energéticas negativas. Dissolvem larvas astrais, miasmas e cascões energéticos. São muito usadas pelos exus, pelo campo de ação deles, pois atuam na natureza humana, nas linhas de choque (demandas, magias negativas, projeções mentais, etc.). Seus verbos mais utilizados são: limpar, consumir, purificar, dissolver, descarregar. Exemplos mais comuns de ervas quentes: cacto, urtiga, arruda, guiné, comigo-ninguém-pode.
As ervas mornas ou equilibradores carregam o poder de equilibrar, tornar magneticamente receptivo, adequar o padrão energético para não atrair o semelhante. Reconstitui a aura que pode ter sido “esburacada” por cargas negativas. Seus verbos mais utilizados são: equilibrar, manter, adequar, fluir, restaurar, energizar. Exemplos mais comuns das ervas mornas são: hortelã, alevante, sálvia, alfazema, alecrim.
As ervas frias ou específicas tem o seu poder de atuação depois de limpar e de equilibrar. São usadas para mediunidade, para atrair bons fluidos, para prosperidade, para fitoterapia, etc. Exemplos mais comuns de ervas frias são: rosa, anis, jasmim, malva, café, louro, melissa, manjericão.
Observar que uma erva pode ser ao mesmo tempo quente, morna e fria, pois carrega mais de um fator realizador. Os padrões energéticos se complementam, nunca se anulam. Então, por exemplo, pode-se associar o uso de todas elas na preparação de um banho. Neste caso volto a frisar a palavra mágica “intenção”. Sempre colocar intenção no uso de uma erva. E esperar o merecimento...
Quando é falado em erva subentende-se toda a planta: raiz, caule, folhas, frutos e sementes. Existem também as resinas, que são a seiva vegetal endurecida extraídas da casca das árvores, muito usadas em defumações.
Sabendo de tudo isso, estaremos mais qualificados para preparar nossos banhos, para entender o uso de uma defumação, entender o uso das ervas em um amaci, e o uso do fumo pelas entidades na Umbanda.
Simone Omolubá de Iansã
Umbanda Online
INTRODUÇÃO AO CONCEITO DE AXÉ
Introdução ao conceito de Axé
A noção da idéia de saúde física, mental e social é devida ao equilíbrio do Axé. O Axé é remédio para o corpo e para a alma, portanto, profilaxia e medicamento ao mesmo tempo.
O Axé é a força magística sagrada, veiculada nas forças vivas da natureza. É o poder volitivo (vontade) do Orixá manifesto na energia nos reinos: mineral, vegetal, animal; em locais e nos vários elementos simbólicos.
É um poder, um princípio que permite realizar, fazer crescer e desenvolver todos os seres e coisas. Como força é neutro, invisível, transmissível, extinguível (necessita ser reatualizado), mas é sensível.
O poder de realizar, de concretizar, de comunicar, transportar, ou ser o próprio Axé é inerente a entidade sobrenatural que no panteão das religiões afro-brasileiras é denominada Exu.
Como afirmamos o Axé é o responsável pelo equilíbrio, estabilidade e harmonia do ser humano. Proporciona:
1. Saúde física e psíquica
2. Prosperidade – neutraliza a miséria
3. Equilíbrio afetivo-emocional ou estabilidade afetiva-sexual e paz interior
4. Espiritual – sintonia com o Ori e deste com o Olori (Orixá dono da cabeça)
Situação oposta, a da maioria das pessoas, é a carência ou mesmo incapacidade de absorver, armazenar e desenvolver o Axé.
Isso ocasiona:
1. Doença, morte prematura (ambiente natural).
2. Dificuldades afetivo-emocionais (ambiente social).
3. Econômico-financeiras (ambiente social).
4. Problemas espirituais (Ori/Bara); a “fraqueza espiritual” ou carência de axé pode ocasionar os tão propalados “encostos”, “quebrantos”, osobô, sapirangas, berundangas, demandas e tantos outros choques e entrechoques de ordem sobrenatural, ocasionados por eguns, ajaguns, quiumbas, ajés, arajés e por agressão mística.
Nas religiões afro-brasileiras, a Iniciação começa no conhecimento, na conscientização da necessidade de saber absorver, armazenar e desenvolver ou multiplicar o Axé. Sem o Axé não há vida longa, saúde, sucesso profissional, amor e cobertura espiritual, e muito menos a Iniciação.
Na vida cotidiana das humanas criaturas, independentes de serem adeptas das religiões afro-brasileiras, muitas vezes o desânimo, o desinteresse pela vida, certas doenças ou fracassos amorosos e financeiros são decorrência da carência de Axé, manifesta em desequilíbrio mento-espiritual, desestabilidade afetiva-emocional e desarmonia social (doenças e fracassos financeiros ou/e profissionais).
Nas próximas postagens aprofundaremos a discussão da necessidade de harmonizar o Axé individual e coletivo, os quais permitem o bem-estar e plena adaptação do indivíduo aos ambientes social, natural e sobrenatural.
No final do texto queremos nos congratular com todos os sacerdotes e sacerdotisas das religiões afro-brasileiras que tem feito grassar a linguagem do Axé, principalmente por intermédio da prática ritualística do fundamento, a única que permite realizar o desenvolvimento espiritual, social, material e pessoal do indivíduo. A eles e a todos os juremeiros, erveiros, rezadeiros, benzedeiros, mateiros, feiticeiros e curandeiros da comunidade de Santo, Axé!
Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar"
Blog Ciência e Espiritualidade
RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS RESGATANDO O SAGRADO
Religiões Afro-Brasileiras resgatando o Sagrado
Neste texto, com a aquiescência do Astral Superior vamos abordar alguns conceitos pertinentes ao processo evolutivo, educacional e cultural que norteará o terceiro milênio, e dentro dele, a Augusta Tradição de Síntese.
Há muito escrevemos que os “clarins de Ogum” estão soando anunciando uma nova era, descortinando um auspicioso momento planetário onde prevalecerá acima das diferenças e desigualdades mantenedoras dos conflitos internos e externos, as semelhanças indutoras e mantenedoras de Paz, Luz e Entendimento.
Os tempos são chegados! O futuro está presente, conclamando-nos a vivenciarmos um novo tempo, que fará do planeta Terra um lócus cósmico de paz e felicidades.
Para tal evento acontecer haveremos de banir para sempre a vaidade, o orgulho e o egoísmo geradores de três terríveis flagelos destruidores de todas as aspirações de igualdade e fraternidade entre os homens, que são: a ignorância (enganos), o ódio (aversão) e os apegos (avareza) vários (poder, tirania, inércia espiritual etc.).
É por isto que a pedido do “astral competente”, das Augustas e Excelsas Hostes do Bem e da Luz nos propusemos a empunhar nossa pena. Sim, dizem os Mestres Astralizados – Senhores da Sabedoria, que os maiores entraves ao progresso da Humanidade encontra-se na visão distorcida das Religiões responsável por tantas dissensões, com graves repercussões na sociedade planetária, cada vez mais fragmentada, separada, aumentando a miséria em todos os âmbitos.
Certo está que precisamos de re(união) com o Sagrado, sendo beneméritas todas as formas de Religião, mas às mesmas cabem a tarefa de unir os Homens, auxiliando-os na neutralização da miséria, das desigualdades sociais, étnicas, culturais, políticas e econômicas e jamais incentivar as iniquidades citadas.
Talvez alguns Irmãos Planetários digam não ser esta a função da Religião, pois ela deveria se interessar pela fé, esperança e consolação de seus prosélitos.
Às Religiões não competem somente os patrimônios da fé, esperança e consolação, mas principalmente de remir e re(unir) o Homem consigo mesmo e com o Sagrado, e Esse está em toda as coisas, inclusive, nas várias formas doutrinárias, em todas as Religiões. Portanto, não podemos dizer ser esta ou aquela Religião melhor que outra; quem tem uma, em geral, nega as demais; quando se é praticante de uma Religião, mesmo que de forma velada, discrimina-se as outras... O que há é Religião, (re)união com o Sagrado, e não Religiões. As Augustas Hierarquias Constituídas, os Espíritos Planetários – Os Orixás Ancestrais e todos seus enviados, (ancestrais ilustres) quando têm oportunidade, afirmam que a Umbanda tem necessidade de se expressar como Religião -uma visão direta e imediata do Sagrado. A Umbanda afirma que as Religiões, embora louváveis em seus princípios, são visões particularizadas do Sagrado, ressaltando e realçando as diferenças entre as Coisas Divinas, algo que deveriam refutar, pois como admitir serem as religiões promotoras de desavenças, cizânias que podem culminar em lutas fratricidas, na abominável e inconcebível guerra?[1]
Sim, este texto, respeitosamente, vem demonstrar a necessidade de vivenciar o Sagrado, que está acima de todas as Religiões, pois além de ser o ponto de convergência entre as mesmas, é a origem de todas elas que foi esquecida e adulterada.
Carecemos retornar ao Sagrado (Religião Primeva), que não desrespeita e muito menos nega os níveis de percepção da realidade, ao contrário, valoriza-os, adaptando-lhes vários cultos, que mais lhes falem à alma, porém subtraindo-lhes, de forma atraumática, a fé cega, a ortodoxia, o sectarismo e o misoneísmo mantenedores das dissociações entre os pilares da gnose humana, quais sejam: a Ciência, a Filosofia, a Arte e a Religião (Reunião com o Divino - onde todos os homens são iguais, pois são divinos).
Enquanto não tivermos a restauração do Sagrado, o pólo unificador, convergente e monista dos quatro pilares, (é supra-disciplinar, estando acima das mesmas, pois é a origem que foi cindida), teremos desigualdades, não teremos paz interna (no indivíduo) e nem paz externa (no mundo).
Caro Irmão Planetário, não queremos cansá-lo com nossa base discursiva, pois concordamos quando se afirma que o bom escritor é o que escreve pouco e diz muito ao leitor, sendo esta nossa humilde pretensão.
Antes de encerrarmos o texto, não podemos deixar de reiterar nosso respeito à cultura, à educação, à evolução e é óbvio que nisto incluímos e ressaltamos as Ciências Acadêmicas. Não podemos ferir seus cânones, pois nenhum espiritualista sério e comprometido com a Verdade escarnece ou desdenha de seus inquestionáveis benefícios prestados à Humanidade, mesmo sabendo-se que não basta instrução acadêmica para arvorar-se sábio. Todavia não negamos nela encontrarmos valiosa ferramenta para construir-se o Saber, tal qual fizeram os Mestre da Sabedoria de todos os tempos, que, como dissemos, prestaram inúmeros serviços em prol do progresso da Sociedade Planetária. A todos os cientistas e espiritualistas universalistas de antanho, de hoje e do futuro nosso fraternal e sincero agradecimento pelas luzes que nos enviaram, enviam e enviarão.
Encerrando e concluindo, queremos colocar que a Umbanda, muitas vezes tida como ortodoxa e sectária, como cultura de periferia (não considerado como cultura de centro), é o cadinho onde se forjam as almas a caminho da redenção[2]. Embora tão desassociada na aparência, será o pólo norteador para uma nova Sociedade que está florescendo, onde prevalecerá o Culto ao Sagrado, a Espiritualidade Cósmica, pois mesmo sendo os homens “diferentes” entre si, todos são transitórios, mortais. Em espírito todos são iguais, sendo imortais e eternos.
A Umbanda é um processo dinâmico, dialético, de mudanças constantes, de releituras não desdenhando do amadurecimento espiritual que a todos aguarda. Sua função é resgatar o Sagrado - Visão Direta e Imediata do Divino.
A Umbanda pretende trabalhar ativamente no resgate da cidadania espiritual do Homem, fazendo-o cônscio de que é Espírito, sendo iluminado e eterno, pois sua Essência é Divina.
Não obstante a Umbanda ser um adaptador consciencial importantíssimo e necessário, neste terceiro milênio, por intermédio dos Orixás – Os Supremos Luminares e Curadores do Mundo, restaurará a Teologia da Convergência, a qual reunirá o Saber Religioso com a Filosofia, Ciência e a Arte e com as crenças e rituais reunirá todas as Religiões – Sagrado. Desta proposição subentende-se que a Umbanda fará a reunião de todos os Homens, havendo apenas felicidade e igualdade sustentadas pelo Culto ao Sagrado - a visão direta e imediata do Divino. Axé!
Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar
A CIÊNCIA A SERVIÇO DA ESPIRITUALIDADE
A CIÊNCIA A SERVIÇO DA ESPIRITUALIDADE
O materialismo não tem prova científica.
Já se passaram mais de 400 anos após Descartes e, não há sequer um trabalho científico que prove ser o materialismo a realidade existencial.
Assim, a espiritualidade e todas as conseqüências desta visão de mundo, como por exemplo, a existência de vida após a morte, dimensões ou universos paralelos, a comunicação entre o mundo biológico e espiritual pelos estados de transe, dom espiritual ou mediunidade, a ciclicidade da vida do ponto de vista interexistencial (a lei palingenésica ou reencarnação), são todos assuntos passíveis de uma abordagem metodológica científica.
Onde estão os laboratórios nas grandes universidades do mundo que estudam oficialmente assuntos como as prerrogativas ou hipóteses espiritualistas? Onde estão os departamentos, equipes e verbas oficiais para estes estudos?
Não os há. E se a ciência não se instrumentalizou para pesquisas, não tem possibilidade de negar a hipótese.
O Projeto UNIESPÍRITO se propõe a abrir para o meio acadêmico e universitário, um espaço para pesquisar a espiritualidade com rigores da ciência formal.
Não é a primeira iniciativa neste aspecto. Não nos arvoramos em inaugurar esta bandeira. Somos mais uma dentre muitas iniciativas e muitos outros focos, que precisam surgir e agregar esforços.
Não quero tratar de religião, mas de religiosidade, independentemente de qualquer bandeira religiosa, representando uma expressão psíquica de contato com a espiritualidade, na concepção singular de cada um.
Sou um seguidor de Jesus, aprendiz diria, mas não vejo um Jesus monopolizado pelas igrejas, nem como a representação de uma igreja ou religião sectária. Vejo, um Jesus na linha da escola grega de Sócrates, Platão e Aristóteles, traduzindo representações universais dos arquétipos humanos.
Um Jesus que não veio agregar uma religião, mas traduzir em sua trajetória leis universais de convivência, em sintonia com tudo que representa a transcendência, a solidariedade e o amor traduzido em todas as grandes religiões do planeta.
Assim, espero que a UNIESPÍRITO agregue judeus, islâmicos, católicos, espíritas, africanos, ameríndios, protestantes, budistas, hinduístas e tantas expressões de nossa cultura.
Que valorize e divulgue uma ciência de valorização ampla da vida contra as tendências tanatológicas da guerra, das armas, das drogas, da corrupção, do aborto, da eutanásia, do preconceito racial, sexual e religioso.
Que contribua com a formação de pesquisadores da Paz, por avanços que promovam a Paz no planeta, o respeito à natureza e animais e a diversidade cultural sem hegemonias de etnias, culturas ou nações.
Que descubra produtos de Amor, como fonte de alimento para a justiça em todos os âmbitos de nossa sociedade.
Assim, a UNIESPÍRITO se propõe a investir numa epistemologia científica compromissada com a causa humana e a transcendência, pareando com a toada contemporânea, esta brisa nova que vem osculando as universidades, que é a transdisciplinaridade.
Estamos no começo. A célula ovo. Nem sequer chegamos à nidação e quando esta ocorrer, que possa se aninhar em seu coração e nas forças do ideal de grandes alunos, cientistas e cidadãos participantes.
Dr. Sérgio Felipe de Oliveira - neurologista clínico, neuro cientista, psiquiatra e pesquisador da glândula pineal.
Idealizador e fundador da Uniespírito (Universidade Internacional de Ciências do Espírito).
fonte: paraconsciencia blogspot
Umbanda Online
UMBANDA - A SENHORA DAS MIL FACES
Umbanda - A Senhora das Mil Faces
RESUMO
O título da presente publicação coincide com o nome de nossa obra literária Umbanda – a Senhora das Mil Faces (no prelo) retrata bem os objetivos aparentes e subjacentes do Governo Espiritual do Planeta Terra. Sim, cada individualidade ao encontrar-se com a “Umbanda” tem-na como espelho, vendo-a como a si mesmo. É por isto que cada indivíduo vê a Umbanda segundo sua ótica, sob seu grau de amadurecimento das coisas espirituais.
Muitos irmãos planetários de outros setores, e mesmo os de Umbanda, demoram a perceber que Ela, pacientemente, atende a todos, não se importando que a percebam da maneira que alcançam.É realmente um espelho, pois reflete exatamente a imagem de quem dela se aproxima, sendo justo denominá-La “Senhora das Mil Faces”.Apesar de manifestar-se com “mil faces”, cultuada e interpretada segundo o nível de consciência ou percepção da realidade de quantos a vêem, Ela é una em sua essência.
Palavras-chave: Espiritualidade Universalista, Sagrado, Senhora das Mil Faces, Sociedade, Umbanda.
ABSTRACT
The title of this publication coincides with the name of our book Umbanda - Lady of a Thousand Faces (forthcoming) shows the evident objectives and the apparentand underlying of the Spiritual Government of Planet Earth. Yes, every individuality to meet the "Umbanda " has it as a mirror, seeing it as himself. That’s why each individual sees Umbanda under his optic, in their degree of maturity of spiritual things.
Many planetary brothers from other sectors, and even from Umbanda, are slow to realize that she patiently answers to all, not caring about the way they reach to her. It is really a mirror, because it reflects the exact image of who it approaches, being fair to call it "Lady of a Thousand Faces”. Although manifest itself with a "thousand faces", worshiped and interpreted according to the level of consciousness or awareness of the reality of how they see it, she is one in essence.
Keywords: Universalist Spirituality, Sacred, Lady of a Thousand Faces, Society, Umbanda.
UMBANDA – A SENHORA DAS MIL FACES
O título da presente publicação coincide com o nome de nossa obra literária Umbanda – a Senhora das Mil Faces (no prelo) retrata bem os objetivos aparentes e subjacentes do Governo Espiritual do Planeta Terra.
Sim, cada individualidade ao encontrar-se com a “Umbanda” tem-na como espelho, vendo-a como a si mesmo.
É por isto que cada indivíduo vê a Umbanda segundo sua ótica, sob seu grau de amadurecimento das coisas espirituais.
Muitos irmãos planetários de outros setores, e mesmo os de Umbanda, demoram a perceber que Ela, pacientemente, atende a todos, não se importando que a percebam da maneira que alcançam.
É realmente um espelho, pois reflete exatamente a imagem de quem dela se aproxima, sendo justo denominá-La “Senhora das Mil Faces”.
Apesar de manifestar-se com “mil faces”, cultuada e interpretada segundo o nível de consciência ou percepção da realidade de quantos a vêem, Ela é una em sua essência.
É a Unidade travestida de mil formas diferentes para fazer-se compreendida por todos. Utiliza-se de muitos artifícios que na aparência podem parecer errôneos ou paradoxais, porém, velam a unidade da essência, manifestada no mundo fenomênico de tantas maneiras quantas forem as formas de percebê-La (diversidade).
Vive o homem terráqueo ancorado ao mundo das formas, da substância, decorrência direta de seu nível de evolução espiritual planetário, essencialmente materialista, razão de tantas angústias, dores e sofrimentos da humanidade.
Não se conquista a unidade enquanto houver desigualdade e inconsciência da interdependência entre tudo e todos.
A Sociedade Planetária, embora tenha alcançado avanços consideráveis em vários setores da gnose humana, está distanciada dos comezinhos princípios de Espiritualidade Universalista (Sagrado), atrelada que se encontra ao exclusivismo, à utopia de soberania e superioridade transitórias, valores exclusivamente materiais.
Povos e governos se aglutinam no sentido de resolver problemas cruciais da humanidade, mas sempre de forma tangencial, superficial, nunca cogitando o cerne, o fundamental. Precisamos não de soluções parciais, mas de planejar e executar medidas que visem o bem-estar espiritual e ético do Homem, superando definitivamente os engodos da avareza, da aversão e da ignorância, razão de toda violência, consumada em guerra e destruição.
Enquanto isto, as desigualdades pululam, como se fosse o máximo de liberdade. Mas, liberdade para quem? De que, ou de quem se liberta?
Infelizmente, as pessoas enredam-se no cipoal de incertezas e confusões, que fatalmente, pela ausência de espiritualidade universalista (sagrado) como prioridade existencial, leva-nas a avareza, ao ódio e erro ou apego, desamor e ignorância, triunidade da discórdia, que infelizmente, a História, a Sociologia, a Antropologia, a Economia, a Ciência, a Política e o Direito não conseguem resolver, pois se afastaram do Sagrado, da Religião, da “Religio-Vera ou Religião Indiferenciada”, vendo-a como mero convencionalismo, e jamais como forma de sabedoria, ética e bem-viver
As Religiões, por sua vez, afastaram-se tanto de seus reais objetivos (levando ao descrédito as instituições filosoficorreligosas), que a sociedade não a tem como um meio efetivo de equacionar os seus graves problemas, mas tem-na como “adereço social”, ou quando muito, para cumprir formalidades da convenção social (!!!)
É de se lamentar que o Sagrado, o Divino tenham sido adulterados. Desta inversão surgiram centenas de religiões, seitas, sub-seitas, embora respeitáveis e santas em suas propostas, são visões particularizadas e fragmentadas do Sagrado, razão de tantas discórdias entre as mesmas, levando aos mais sensatos serem céticos, não dando a devida importância às coisas sagradas.
Não seria esta uma causa importante da dissociação da sociedade formando uma estratificação social desencadeando invisibilidade, imobilidade, status, controle e incapacidade de mudança social? Na divisão do mundo em ricos e miseráveis? No desastroso divórcio entre a Religião e Ciência?
Isso é decorrência de perda da Unidade do Sagrado, onde o indivíduo espiritualizado além de ser discriminado é também severamente criticado, sendo tachado de pobre ingênuo, fanático e outros pejorativos.
Todos precisam repensar nos valores que desejam para suas vidas. Necessitam, e muito, do Sagrado, pois por mais que neguem, são Sagrados.
Estaremos passando por períodos de grandes transformações mundiais, inclusive no solo e astral brasileiros, havendo profundas mudanças sócio-políticas e econômicas consideráveis, havendo uma visão ampliada e realista do Sagrado, da Unidade de todas as coisas.
O Brasil, o planeta como um todo, haverá de retornar aos tempos de “civilizações sagradas esquecidas”, onde o Sagrado era a base de todas as realizações, não havendo anátemas, apegos, ódio, ignorância e guerra fratricida, mas um processo de cooperativismo natural, “auto-sustentado” pelo trinômio – Sabedoria – Atividade - Amor Divinos. Este será o Mundo Divino no Homem, que aceitará e viverá sua “Divindade” em consonância com seus Irmãos Planetários, com seus Ancestrais Ilustres, com os Genitores Divinos ou Orishas, com a Consciência-Una.
Este é o escopo da Umbanda*, mesmo que muitos dele duvidem.
Que a Unidade do Espírito seja vencedora!
Somos Imortais, pois somos Espíritos Eternos... nossa essência é Divina, portanto Sagrada.
Que os Augustos Orixás Cósmicos permitam que no menor espaço de tempo possível possamos sentir e viver esses auspiciosos tempos que com certeza chegarão, estão chegando... Trabalhemos sem esmorecimento, respeitando a todos, pois cada grupo cumpre sua parte, e nisto também a Umbanda – A Senhora das Mil Faces.
Bênçãos de Paz e Luz renovadas a todos nós! Axé
* A Umbanda preconiza e sustém, em seus aspectos internos (cósmicos) e externos (regionais) que o Sagrado é a Espiritualidade Universal, inerente a todo ser humano, vivente em seu interior, independente de ser religioso. Pode estar ou não, como vimos na religião, na filosofia, na arte e ciência.
Reafirmamos pelo aludido que não basta ser religioso ou ter religiosidade, é necessário a espiritualidade que não é sectária, dogmática ou misoneísta.
Portanto, ser religioso, não significa, obrigatoriamente, ser espiritualizado (vive a espiritualidade Universal) e vice e versa.
O sagrado é a espiritualidade Cósmica que embora respeite e reconhece, transcende as religiões, as filosofias, as ciências e as artes, sendo pois, ponto de convergência e origem das mesmas.
Aranauam, Motumbá, Mucuiú, Kolofé, Axé, Salve, Saravá
Rivas Neto (Arhapiagha) – Sacerdote Médico
Ifatosh'ogun "O sacerdote de Ifá que tem o poder de curar"
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INICIAÇÃO, SINÔNIMO DE RESPONSABILIDADE
Iniciação, Sinônimo de Responsabilidade
A Iniciação é uma bênção quando estamos preparados para ela, liberta nossa mente de muitos devaneios; porém, quanto mais nos aprofundamos na Iniciação, mais responsabilidade assumimos perante a Lei Kármica e perante a comunidade planetária.
Ao pleitearmos graus dentro da Iniciação também pleiteamos responsabilidade e quanto maior o grau, maior o compromisso.
Imaginemos um estádio de futebol completamente lotado, onde milhares de pessoas se reúnem para um jogo e um destes espectadores resolve ir até o centro do campo e lá sentar-se; com certeza toda a atenção irá se voltar para ele, mesmo que sua intenção não seja essa. As pessoas ali reunidas estarão observando o indivíduo e todas as atitudes que ele tomar estará influenciando em maior ou menor porcentagem cada espectador.
Muito bem, a pessoa que se dirigiu ao centro do campo foi por livre e espontânea vontade. Foi causando um certo furor no público que a priori era pequeno, pois quando iniciou sua caminhada apenas alguns o observavam, aqueles que se encontravam próximos. Mas de acordo com que foi se destacando da massa indo à margem do campo, o número de observadores foi aumentando mais e mais, de cem passou a mil, de mil a milhares, até atingir o ponto central do campo e chamar a atenção de todos.
A pessoa em destaque é um Iniciado que, desejando ou não, estará em evidência, mesmo que ninguém a sua volta seja consciente disto. Mas com certeza os tribunais kármicos o serão. Suas atitudes passarão a ser de maior penetração no meio (planeta) e tudo que ocasionar em decorrência de suas atitudes com certeza será tributado sobre si, tanto as positivas como as negativas; porém, como é um ser consciente de sua condição de espírito, toda vez que falhar em relação a esta verdade lhe será atribuído um ônus maior que o das pessoas comuns, não iniciados.
As milhares de mentes que o estão observando dependem de suas atitudes para mudar a rota de suas vidas. As atitudes de um Iniciado têm peso redobrado.
Cuidado, meus irmãos Iniciados, pois a vocês foi perguntado se desejavam penetrar na Iniciação, ninguém os obrigou, e a partir deste dia estão sob um tribunal rigoroso, o da própria consciência.
Ser Iniciado não é mero título, é uma condição de responsabilidade e, se vencer em tal circunstancia os milhares que o observam e dependem de você vencerão e será considerado um ser vitorioso; se falhar será responsável por milhares de falências além da sua própria.
Este é o famoso axioma: rolar os degraus da Iniciação. Penetrar os planos dos falidos não é fácil!
Cada degrau da Iniciação que se galga, mais amigos terá; porém lutamos contra a ignorância (visão distorcida da realidade), mas milhares de mentes ainda se encontram arraigadas a ela e não desejam que seja desconstruída; isto fará com que também ganhe inimigos que, mesmo sem conhecê-los, lutarão para que falhe em sua empreitada.
Nenhum Mestre promete apenas belos momentos após a Iniciação, nos compromete com a liberdade de sermos apenas espíritos sem a escravidão da ilusão, só que matar monstros que nós mesmos criamos e alimentamos é difícil e dolorido.
Pense, reflita se está preparado para a Iniciação ou se deseja apenas enaltecer seu ego com títulos.
Desejar é poder; porém, tenha cuidado com o que deseja e se pergunte se pode desejar, pois se desejar algo para o qual não está preparado pode criar sua autodestruição em vez de seu autoconhecimento.
Termino minha pequena obra com um alerta, pois a Iniciação liberta as mentes que estão se fortalecendo e destrói as mentes fracas que acham ser a Iniciação um mero brinquedo.
A todos, Iniciados ou não, meus sinceros votos de luz na mente e paz no coração.
Aranauan, Saravá,
Yamaracyê
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